Facebook adota medidas contra 30 mil contas falsas na França

LONDRES (Reuters) - O Facebook informou nesta quinta-feira que está tomando medidas contra dezenas de milhares de contas falsas na França, como parte dos esforços para demonstrar que está agindo para impedir a disseminação de notícias falsas, trotes e desinformação.

A empresa com sede no Vale do Silício está sob crescente pressão, com governos na Europa ameaçando implementar novas leis, a menos que o Facebook aja rapidamente para remover propaganda extremista ou conteúdo ilegal nos termos da atual regulação.

Além do Facebook, outras plataformas como o Twitter e o YouTube, do Google, vem sendo alvo de escrutínio devido ao potencial de serem usadas para manipular as eleições na França e na Alemanha nos próximos meses.

Em uma publicação no blog, o Facebook informou que está agindo contra 30 mil contas falsas na França, deletando-as em alguns casos. A rede social informou que sua prioridade é remover as contas falsas com alto volume de atividade e grandes audiências.

"Fizemos melhorias para reconhecer essas contas não autênticas mais facilmente ao identificar padrões de atividade - sem avaliar o conteúdo propriamente dito", escreveu Shabnam Shaik, gerente da equipe de segurança do Facebook, em um blog oficial.

Por exemplo, a empresa está usando detecção automatizada para identificar publicações repetidas do mesmo conteúdo ou aumento do número de mensagens enviadas por esses perfis. Também nesta quinta-feira, o Facebook publicou anúncios de página inteira dos jornais mais vendidos da Alemanha para educar os leitores sobre como identificar notícias falsas.Em abril, o governo alemão aprovou nova proposta de lei para forçar as redes sociais a desempenhar maior papel no combate a discurso de ódio online sob pena de multa de até 50 milhões de euros.

Essas ações foram tomadas pelo Facebook nos últimos meses para facilitar aos usuários reportar potencial fraude em meio a críticas sobre o papel da rede social na disseminação de notícias falsas durante as eleições presidenciais dos Estas Unidos.

(Por Eric Auchard, em Londres, e Joseph Menn, em San Francisco)