Facebook bloqueia milhares de contas vinculadas ao Irã e à Rússia

Logo do Facebook

O Facebook fechou mais de 2.600 contas em sua plataforma e no Instagram ligadas ao Irã, à Rússia, ao Kosovo e à Macedônia e que seriam "enganosas" e "falsas" por promover campanhas de manipulação.

A maior rede social do mundo explicou que as contas bloqueadas nos quatro países não eram necessariamente coordenadas de forma central, mas "usavam táticas similares na criação de redes de contas para enganar outras pessoas sobre de quem eram e o que estavam fazendo", explicou Nathaniel Gleicher, chefe de segurança cibernética da empresa.

Gleicher disse que o Facebook, que realizou operações semelhantes nos últimos meses, fez progressos na eliminação de contas falsas, mas "é um desafio contínuo, porque as pessoas responsáveis são determinadas e bem financiadas".

Em uma operação anterior, o Facebook disse que removeu 513 páginas, grupos e contas ligadas ao Irã e que operavam no Egito, Índia, Indonésia, Israel, Caxemira, Cazaquistão e várias regiões do Oriente Médio e Norte da África.

Como em outras campanhas de manipulação, os usuários se faziam passar por "locais e entidades de mídia inventadas" e publicavam notícias sobre tópicos que incluíam sanções contra o Irã, tensões entre a Índia e o Paquistão, problemas no Oriente Médio e a crise na Venezuela.

Outras 1.907 contas ligadas à Rússia também foram bloqueadas por tentar influenciar com notícias sobre a política ucraniana, a situação na Crimeia e a corrupção.

O Facebook disse que 212 contas do Facebook originárias da Macedônia e do Kosovo foram bloqueadas porque seus usuários se faziam passar por pessoas da Austrália, Estados Unidos e Grã-Bretanha e compartilharam conteúdo sobre política, astrologia, celebridades e dicas de beleza.

No início deste mês, o Facebook disse que bloqueou as tentativas de manipular online na Grã-Bretanha e na Romênia usuários que procuravam espalhar o discurso de ódio e comentários hostis.

Em janeiro, o Facebook removeu centenas de contas do Irã que faziam parte de uma vasta campanha de manipulação que opera em mais de 20 países.