Facebook bloqueia páginas de apoiadores de Bolsonaro investigados por fake news

Colaboradores Yahoo Notícias
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Brazilian Supreme Court judge Alexandre de Moraes is pictured during a session to rule on whether former president Luiz Inacio Lula da Silva should start a 12 year prison sentence for corruption, potentially upending this year's presidential election, at the Supreme Court in Brasilia, on April 4, 2018. Tension soared in Latin America's largest country ahead of the court showdown, with both backers and opponents of Lula -currently the heavy favorite for the October polls- warning of a threat to democracy. / AFP PHOTO / Victoria Silva (Photo credit should read VICTORIA SILVA/AFP via Getty Images)

O Facebook informou neste sábado (1) ter atendido à determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e bloqueou no mundo todo perfis de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) alvos do inquérito das fake news.

O magistrado ordenou que a rede social suspendesse contas não apenas no Brasil, mas também em outros países. Dos 16 perfis na internet investigados, 12 eram do Facebook.

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Em nota, a rede social chamou a ordem judicial de “extrema” e ressaltou que irá recorrer.

Na última sexta-feira, Moraes havia ampliado de R$ 20 mil para R$ 100 mil a multa diária aplicada ao Facebook por descumprimento da determinação de bloquear perfis de bolsonaristas.

Veja a íntegra da nota do Facebook:

O Facebook havia cumprido com a ordem de bloquear as contas no Brasil ao restringir a visualização das Páginas e Perfis a partir de endereços IP no país. Isso significa que pessoas com endereço IP no Brasil não conseguiam ver os conteúdos mesmo que os alvos da ordem judicial tivessem alterado sua localização IP. A mais recente ordem judicial é extrema, representando riscos à liberdade de expressão fora da jurisdição brasileira e em conflito com leis e jurisdições ao redor do mundo. Devido à ameaça de responsabilização criminal de um funcionário do Facebook Brasil, não tivemos alternativa a não ser cumprir com a ordem de bloqueio global das contas enquanto recorremos ao STF.

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