Facebook é acusado de roubar e destruir aplicativo de fotos rival

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(JIM WATSON/AFP via Getty Images)
(JIM WATSON/AFP via Getty Images)
  • Segundo fundadores do Phhhoto, a empresa teria copiado suas funcionalidades para criar o Boomerang

  • Após negociações extensas, o Facebook teria iniciado uma campanha para esconder o rival nas buscas

  • Documentos revelados pelo parlamento britânico servem de prova para a acusação

Os fundadores do Phhhoto, um aplicativo de fotos que não existe mais, estão processando a Meta (antiga Facebook), por motivos de antitruste. Segundo os criadores alegam que a rede social fingiu interesse em uma parceria com o aplicativo, mas depois copiou as funções e o escondeu dos resultados de busca, levando-os à falência.

O aplicativo, criado em 2014, ficou conhecido nos Estados Unidos por permitir a seus usuários filmar cinco frames de uma só vez, repeti-los em loop e depois compartilhar na própria plataforma ou no Instagram. De acordo com os executivos da Phhhoto, essa funcionalidade foi copiada para criar o Boomerang, no que foi chamado de um "clone servil" por parte dos acusadores.

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A princípio, o Facebook chegou a propor uma parceria, com a integração do serviço nos aplicativos de mensagens Messenger e no feed do Facebook, após longas negociações, a empresa citou motivos jurídicos internos que impediram as duas empresas de seguir em frente. Alguns meses após isso, as configurações do Instagram mudaram de modo que os usuários do Phhhoto não conseguiam mais encontrar seus amigos. Logo após isso o Facebook introduziu o Boomerang.

De acordo com Champ Bennett, Omar Elsayed e Russell Armand, fundadores do Phhhoto, suas suspeitas se concretizaram quando o parlamento britânico divulgou documentos em meio a uma investigação sobre práticas anti-competitivas e coleta de dados do Facebook.

“As ações do Facebook e Instagram destruíram a Phhhoto como um negócio viável e arruinaram as perspectivas de investimento da empresa”, disse Phhhoto em uma queixa apresentada no tribunal dos Estados Unidos. “Phhhoto falhou como resultado direto da conduta anticompetitiva do Facebook. Phhhoto foi posicionado para crescer e se tornar um gigante das redes sociais, semelhante em tamanho, escopo e valor a outras redes sociais e empresas de mídia com as quais o Facebook não interferiu.”

Phhhoto está buscando uma indenização monetária não especificada. Joe Osborne, porta-voz da Meta, disse em um comunicado ao The Verge: “Este processo não tem mérito e vamos nos defender vigorosamente”.

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