Facebook: investigação de conteúdo violento não prioriza o Brasil

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Documento interno aconselha que empresa foque nos Estados Unidos e no Reino Unido. Foto: Getty Images.
Documento interno aconselha que empresa foque nos Estados Unidos e no Reino Unido. Foto: Getty Images.
  • Relatório do Facebook recomenda que a empresa priorize investigação de conteúdo violento em países anglófanos;

  • Em documentos internos, o Brasil aparece como país onde conteúdos violentos estão mais presentes no Facebook e WhatsApp;

  • Uma das críticas recorrentes à companhia é que mesma negligenciaria países que considera menos importantes.

De acordo com um relatório interno do Facebook, recomenda-se que a empresa apure a movimentação de conteúdo violento na rede social e no Whatsapp, aplicativo de conversas. 

Contudo, o documento também aconselha que a divisão de integridade cívica foque nos Estados Unidos e no Reino Unido, mesmo após informações reveladas pelo “The Facebook Papers” deixarem claro que o Brasil é um “país de risco” quanto à divulgação de conteúdos tóxicos.

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Seguindo o relatório, as publicações violentas estão mais presentes no Facebook e no WhatsApp do que no Instagram, Twitter e TikTok.

De acordo com o documento, a percepção é que o Facebook no Brasil tem mais compartilhamento de desinformação, bullying, contas falsas, roubo de identidade, violência explícita, discurso de ódio, nudez, terrorismo, exposição infantil indevida, venda de animais, venda de drogas e profanidade.

A companhia recomenda, por exemplo, que uma equipe investigue o que faz o alcance de conteúdo de exploração infantil ser maior na plataforma do que em outras, tanto no Brasil quanto na Colômbia.

A Meta afirma que o resultado das pesquisas divulgadas mostram a percepção dos usuários sobre o que veem nas redes sociais. Apesar de importantes, dependem, contudo, de fatores como o contexto cultural.

Em abril, uma ex-funcionária do Facebook afirmou que a empresa negligenciou a situação de Honduras, que utilizou a plataforma de forma autoritária.

As informações são da Istoé Dinheiro e do jornal Folha de São Paulo.

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