Facebook pede à Polícia de Los Angeles para parar de espionar usuários

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A polícia de Los Angeles estava usando o software de vigilância de mídia social da Voyager Labs
A polícia de Los Angeles estava usando o software de vigilância de mídia social da Voyager Labs
  • Rede social pede a Polícia de Los Angeles para que pare de criar perfis falsos na rede para vigilância;

  • Departamento de polícia da cidade trabalhava com empresa de tecnologia para solucionar crimes;

  • Documentos revelam que Polícia de Los Angeles utilizou fakes no Facebook para examinar suspeitos;

O Facebook escreveu publicamente ao Departamento de Polícia de Los Angeles (LAPD), exigindo que pare de criar perfis falsos para conduzir a vigilância dos usuários, de acordo com a BBC. A resposta aconteceu depois que o jornal britânico The Guardian revelou que o departamento de polícia da cidade estava trabalhando com uma empresa de tecnologia, analisando dados de usuários para ajudar a solucionar crimes.

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O Facebook proíbe expressamente a criação e o uso de contas falsas. A intenção, segundo a rede, é de "criar um ambiente seguro onde as pessoas possam confiar e responsabilizar umas às outras". A rede social também argumenta que espionar usuários e se passar por usuários legítimos vai contra seu propósito, que é permitir que as pessoas "se conectem e compartilhem com pessoas reais usando suas identidades autênticas".

Documentos revelam que Polícia de Los Angeles utilizou fakes no Facebook para examinar suspeitos

Documentos obtidos por meio de solicitações de registro público feitas pela organização sem fins lucrativos Brennan Center of Justice mostraram que, em 2019, a polícia de Los Angeles estava usando o software de vigilância de mídia social da Voyager Labs para coletar dados de redes de mídia social de suspeitos, incluindo contas de amigos.

Em resposta à reportagem do Guardian, a Voyager Labs afirma que seu software é capaz de analisar grandes quantidades de dados para ajudar a resolver crimes, incluindo ajudar a discernir os motivos e crenças dos usuários. Já a Polícia de Los Angeles disse em e-mails que o software foi particularmente útil na investigação das atividades de gangues de rua online e crucial para ajudar sua divisão de roubos e homicídios a coletar evidências.

A medida do Facebook gerou surpresa de especialistas. Em entrevista à BBC, Robert Potter, especialista em segurança australiano especializado em vigilância legal, acredita que nomes falsos podem ser justificados em situações em que ativistas de direitos humanos ou jornalistas procuram proteger sua privacidade online ou para usuários em países onde há censura na Internet.

O especialista se declarou ao canal de notícias surpreso com a forte postura da rede social contra a Polícia de Los Angeles, quando o Facebook demorou a agir no passado em questões como anúncios políticos enganosos, outros golpes online, além de efeitos negativos da mídia social sobre os adolescentes, completou Potter à BBC.

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