Facebook seleciona jornalistas em ação para impulsionar sua newsletter

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Imagem em 3D do logotipo do Facebook.

Por Elizabeth Culliford

(Reuters) - O Facebook escolheu 25 jornalistas locais independentes para escrever para a newsletter Bulletin, sob contratos de múltiplos anos, afirmou a empresa à Reuters nesta quinta-feira.

O Facebook lançou o Bulletin em junho como serviço isolado de assinatura de newsletter com artigos e podcasts grátis e pagos. É a tentativa da companhia de competir com a tendência de newsletter por e-mails liderada por empresas como o Substack.

O Facebook já havia tinha cerca de 40 jornalistas para o Bulletin e disse que haverá mais 100 na plataforma em 2021. Uma porta-voz se recusou a dizer quantos assinantes o Bulletin tem.

A empresa, que anunciou em abril que seu investimento em veículos locais para o Bulletin priorizaria repórteres cobrindo comunidades minoritárias, afirmou que os jornalistas escolhidos incluem os que cobrem comunidades imigrantes em Atlanta, questões climáticas na planície costeira da Carolina do Norte e percepções de líderes empresariais latinos da Flórida.

A porta-voz do Facebook afirmou que os novos jornalistas, que trabalham em mais de uma dúzia de estados norte-americanos, incluiriam alguns dos primeiros a monetizar o seu conteúdo no Bulletin por meio de paywalls. Ela afirmou que os jornalistas manterão toda a sua verba de assinaturas dessas parcerias.

Repórteres e escritores têm deixado grandes empresas de mídia para trabalhar em sites como Substack e Medium, que têm milhares de criadores de conteúdos e assinantes pagos. O Twitter, que também tem lançado recursos para criadores de conteúdo, comprou a plataforma de newsletter Revue em janeiro.

No caso do Facebook, os jornalistas foram escolhidos em um processo de inscrição para o qual fez parceria com o Centro Internacional para Jornalistas e a Associação Nacional de Jornalistas Hispânicos.

O Facebok há muito tem uma relação tensa com a indústria jornalística. Ela afirma que investiu centenas de milhões de dólares no setor nos últimos anos, mas críticos alegam que isso não compensam a receita perdida às grandes empresas de tecnologia que engoliram o mercado de anúncios digitais.

Em fevereiro, após uma disputa com o governo australiano sobre pagar veículos de notícias por conteúdo, o Facebook prometeu investir 1 bilhão de dólares na indústria global de notícias nos próximos três anos.

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