Facebook tem forte queda na Bolsa após sair do ar

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 17.09.2021 - Still de mão segurando um celular com o aplicativo Facebook aberto. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 17.09.2021 - Still de mão segurando um celular com o aplicativo Facebook aberto. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em um dia de instabilidade no acesso às redes sociais do Facebook, as ações da empresa de Mark Zuckerberg registravam queda de 5,83% às 15h03 desta segunda (4). O Nasdaq, índice da Bolsa americana composto por ações de empresas de tecnologia, recuava 2,38%.

De modo geral, o mercado americano opera em viés de baixa devido à possível antecipação para 2022 de um ciclo de alta nos juros básicos do país em resposta à inflação gerada pela escalada de preços de energia no mundo e pela quebra das cadeias de suprimento durante a pandemia.

Nesse contexto, ações de empresas de tecnologia, bastante populares nos EUA, tendem a perder mais investidores para aplicações atreladas a juros, como os títulos do Tesouro americano.

Independentemente da queda generalizada na Bolsa, os papéis do Facebook já recuaram 14% desde 14 de setembro, quando o o Wall Street Journal passou a publicar reportagens que sustentam que a companhia sabia que o Instagram, rede social da qual é dona, é potencialmente danoso para a saúde mental de meninas adolescentes. Antes das revelações, os papéis da empresa acumulavam alta de 37,83% neste ano.

Em relação às instabilidades nas redes sociais da empresa nesta segunda, usuários brasileiros relatam problemas de acesso ao Facebook, WhatsApp e Instagram nesta segunda.

Um pico de queixas foi registrado pelo site Downdetector pouco depois das 12h nas três redes sociais —todas de propriedade do Facebook.

Perto das 13h, eram cerca de 44 mil reclamações contra o WhatsApp, 13 mil contra o Instagram e 6.700 contra o Facebook, de acordo com o Downdetector.

Além do Brasil, usuários de Portugal, Reino Unido, Índia e Estados Unidos também reclamam de instabilidade.

Tanto os aplicativos quanto as versões desktop das redes apresentam instabilidade, assim como a página institucional do Facebook.

Em seu perfil oficial no Twitter, o Facebook publicou que "algumas pessoas estão tendo problemas para acessar nossos apps e produtos". A empresa afirmou que está "trabalhando para que as coisas voltem ao normal o mais rápido o possível" e que pede desculpas pela inconveniência.

Também no Twitter, o WhatsApp escreveu que está ciente dos problemas e que está trabalhando para resolver o problema. O Instagram publicou que está com dificuldades e que está trabalhando nisso.

O Facebook passa por um período de pressão desde que o Wall Street Journal passou a publicar reportagens baseadas em documentos internos do Facebook que o jornal diz ter recebido.

Segundo o jornal americano, uma apresentação que circulou entre os funcionários em março de 2020 mostrou que as comparações no Instagram poderiam mudar a maneira como as jovens se viam. Os documentos teriam sido acessados pelo jornal.

Em outra apresentação, de 2019, a rede social teria sido informada de que a plataforma piorava as questões de imagem de uma em cada três meninas. As adolescentes também culpariam o Instagram por problemas de ansiedade e depressão.

Estaria nessa apresentação, ainda, que entre as jovens que relataram pensamentos suicidas, 13% das britânicas e 6% das americanas ligaram o desejo de se matar à rede social.

Segundo o jornal, foram cinco apresentações ao longo de 18 meses que mostraram resultados de grupos focais, pesquisas online e acompanhamentos voltados para a saúde mental de adolescentes. Uma das sugestões teria sido o uso de mais filtros (recurso que muda a imagem das selfies, comuns na rede) "divertidos" no lugar daqueles que retocam o rosto dos usuários.

Os estudos teriam concluído também que o Instagram, especificamente, e não as redes sociais em geral, é problemático, ao levar os usuários a comparações sociais.

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