Facebook tem primeira queda trimestral nas vendas em sua história

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A Meta Platforms, controladora do Facebook e Instagram, anunciou nesta quarta-feira a primeira queda trimestral nas vendas em sua história, em meio à turbulência econômica que levou anunciantes a reduzirem gastos com publicidade.

A receita da Meta foi de US$ 28.8 bilhões no segundo trimestre, uma queda de 1% em relação ao mesmo período de 2021. O indicador ficou um pouco abaixo das estimativas dos analistas, de US$ 28,9 bilhões. As ações caíram mais de 6% no after market, após a divulgação. Já o lucro líquido caiu 36%, para US$ 6,7 bilhões, na mesma base de comparação.

Os esforços de vendas de publicidade da empresa estão enfrentando vários obstáculos. Os profissionais de marketing estão gastando menos devido a várias pressões econômicas, deixando a Meta e seus pares para competir pelos orçamentos menores. As regras de privacidade impostas pela Apple tornaram os anúncios no Facebook e no Instagram menos eficazes.

Enquanto isso, em um esforço para competir com o TikTok, as redes sociais vêm mostrando a mais usuários vídeos curtos curtos, um formato com o qual os anunciantes ainda estão se acostumando. A empresa não fatura muito com esta opção. Todos os dias, 2,88 bilhões de pessoas estão usando uma das redes sociais do Meta, um pouco abaixo da estimativa média de analistas de 2,91 bilhões.

A Meta está passando por um período de imensas mudanças, com o CEO Mark Zuckerberg tentando reunir seus funcionários para trabalhar com mais diligência para reter usuários, atrair jovens e impedir uma migração para o popular aplicativo TikTok da ByteDance.

A Meta colocou mais Reels – seus vídeos curtos inspirados no TikTok – em seus aplicativos e começou a pagar aos criadores para publicá-los. A empresa também fez uma mudança significativa nos algoritmos dos aplicativos sociais, para se concentrar em mostrar às pessoas novos tipos de conteúdo daqueles que eles não seguem.

A desaceleração nos gastos com publicidade atingiu alguns concorrentes mais do que outros. O Google, da Alphabet, teve um aumento nas vendas de anúncios, especialmente nos anúncios de busca, onde os profissionais de marketing pagam por publicidade de resposta direta. Mas o Snap e o Twitter lutaram para atingir as metas de vendas; A receita do Twitter caiu.

Para combater a incerteza, o Facebook tentou conter os custos diminuindo a contratação e concentrando-se em menos prioridades, como desenvolver sua estratégia de vídeo de formato curto e seu mecanismo de recomendação algorítmica.

A empresa ainda está investindo no Metaverso, o mundo imersivo de realidade virtual no qual Zuckerberg acredita que eventualmente trabalharemos, compraremos e nos comunicaremos. Mas os gastos diminuíram; alguns projetos, como um relógio que podia tirar fotos, foram arquivados.

Nos três primeiros meses do ano, a Meta registrou lucro de US$ 7,46 bilhões , queda de 21,4% em relação a igual período de 2021, acima das expectativas de mercado.

No primeiro trimestre, a empresa, ao contrário das estimativas, conseguiu recuperar usuários diários, cujo número passou para 1,96 milhão no fim de março na comparação com igual período do ano anterior, um aumento de 4%.

No quarto trimestre de 2021, o Facebook, pela primeira vez em seu 18 anos de história, registrou declínio no número de usuários ativos. Embora a empresa tenha obtido ganhos modestos em novos usuários em sua chamada família de aplicativos – que inclui Instagram, Messenger e WhatsApp – seu principal aplicativo de rede social, o Facebook perdeu cerca de meio milhão de usuários nos três últimos meses de 2021 em relação ao trimestre anterior.

Por conta disso, a empresa chegou a perder em um único dia US$ 200 bilhões em valor de mercado, com os analistas chegando a afirmar que os dias de crescimento selvagem de usuários ativos do Facebook haviam chegado ao fim.

Metaverso

Mark Zuckerberg tem difundido cada vez mais a ideia de que sua companhia tem investido pesadamente em realidade virtual e aumentada para a construção de um metaverso, deixando de ser apenas uma empresa que desenvolve redes sociais.

— O metaverso é o próximo capítulo da internet. Você pode estar presente com outras pessoas em outros lugares. E isso vai criar uma economia imensa, gerando milhões de empregos — disse Zuckerberg no festival South by Southwest, em março. — É estranho ter uma conversa sobre metaverso e Web 3 neste momento, com tudo isso acontecendo. É difícil encontrar as palavras certas para descrever o que se passa por lá.

No entanto, a aposta de Zuckerberg ainda não conseguiu render frutos, com o empresário afirmando que os resultados devem aparecer no longo prazo.

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