Fachin agradece Pacheco e diz que história vai marcar 'cúmplices do populismo autoritário'

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**Arquivo**BRASÍLIA, DF, 12.05.2022 - O ministro Edson Fachin, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
**Arquivo**BRASÍLIA, DF, 12.05.2022 - O ministro Edson Fachin, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Edson Fachin, elogiou nesta quinta-feira (4) discurso feito no dia anterior pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), em defesa das urnas eletrônicas.

Fachin disse que a fala de Pacheco foi firme e serena "em defesa da democracia e do processo eleitoral".

O magistrado declarou que a história irá marcar em "listas" distintas, no futuro, quem apoia a democracia, "da qual se inscreve o senhor presidente do Senado [Rodrigo Pacheco]" e os "cúmplices do populismo autoritário".

Fachin não apontou quem será inscrito nesta segunda lista. As declarações do presidente do TSE ocorrem em meio às insinuações golpistas e ataques do presidente Jair Bolsonaro (PL) às urnas eletrônicas.

"Que vença a democracia, que vença a paz e a segurança nas eleições", disse Fachin no fim da sessão do tribunal. A partir do dia 16 o TSE será comando pelo ministro Alexandre de Moraes.

Na quarta-feira (3), Pacheco saiu em defesa das urnas eletrônicas e disse que dará posse em 1º de janeiro ao chefe do Executivo que será eleito por intermédio delas.

Pacheco também pediu "pacificação dos ânimos" durante o período eleitoral e que o tom eleitoral seja "sério, baseado em verdades e boas propostas". Acrescentou que a legitimidade do vencedor do pleito deve ser reconhecida assim que for proclamado o resultado das urnas.

Bolsonaro tem repetido teorias da conspiração sobre as urnas para tentar deslegitimar o processo eleitoral, ainda faz ataques a ministros do STF e TSE, além de insinuações golpistas.

No último dia 20, o chefe do Executivo indicou que deseja misturar os desfiles de 7 de Setembro no Rio de Janeiro a manifestações em defesa de sua candidatura à reeleição. Em outras ocasiões, o presidente havia dito que usará estes atos para mostrar que tem apoio popular e pressionar o Judiciário.

"Queremos inovar no Rio. Pela primeira vez, as nossas Forças Armadas e a as forças auxiliares estarão desfilando na praia de Copacabana", disse Bolsonaro.

Na segunda-feira (1), Fachin declarou que quem ameaça não aceitar o resultado das eleições está defendendo apenas interesses próprios.

"Quem vocifera não aceitar resultado diverso da vitória não está defendendo a auditoria das urnas eletrônicas e do processo de votação", disse o presidente do TSE.

"Está defendendo apenas o interesse próprio de não ser responsabilizado pelas inerentes condutas ou pela inaptidão de ser votado pela maioria da população brasileira", afirmou ainda Fachin.

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