Fachin anula condenações de Lula e petista volta a ser elegível

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Former Brazilian president Luiz Inacio Lula da Silva delivers a speech during an event on the theme
Former Brazilian president Luiz Inacio Lula da Silva delivers a speech during an event on the theme "Dialogue about inequality with global unions and general public" at the Geneva Press Club on March 6, 2020 in Geneva. (Photo by FABRICE COFFRINI / AFP) (Photo by FABRICE COFFRINI/AFP via Getty Images)

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, anulou todas as condenações do ex-presidente Lula (PT) na Justiça Federal do Paraná, que diziam respeito à Operação Lava Jato. Com a decisão de Fachin, Lula fica fora da Lei da Ficha Limpa e volta a ser elegível. Na eleição de 2018, o petista concorreria ao cargo, mas foi impedido.

Para o ministro do STF, a Justiça Federal do Paraná é considerada incompetente para julgar os casos que envolvem o tríplex do Guarujá, do sítio de Atibaia e também do Instituto Lula. Segundo Fachin, a 13ª Vara Federal de Curitiba não seria "juiz natural" dos processos.

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Agora, os processos serão analisados pela Justiça Federal do Distrito Federal. O órgão será responsável por decidir se os atos já realizado nos três processos podem ser reaproveitados ou validados.

Em um levantamento divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo, Lula aparece à frente de Bolsonaro em potencial de votos para a eleição de 2022. No levantamento, realizado pelo Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria), 50% dos entrevistados disseram que votariam com certeza ou poderiam votar em Lula se ele se candidatasse novamente à Presidência, e 44% afirmaram que não o escolheriam de jeito nenhum.

Em entrevista recente ao portal UOL, Lula afirmou que seria candidato "se houver razão maior".

A decisão não diz respeito ao pedido da defesa de Lula para declarar suspeição do juiz Sergio Moro. O mérito ainda será julgado pelo Supremo Tribunal Federal.