Fachin arquiva pedido de Bolsonaro para proibir STF de abrir inquérito sem aval do MP

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BRASÍLIA — O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, arquivou nesta quarta-feira o pedido do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para derrubar o artigo do regimento interno da Corte que permite a abertura de investigações de ofício, ou seja, sem passar pela Procuradoria-Geral da República (PGR), como é o caso do inquérito das fake news. O ministro também rejeitou dois pedidos similares feitos por partidos políticos.

A ação foi apresentada na última quinta-feira pelo presidente em meio à crise institucional gerada pelas ameaças de apresentação de pedidos de impeachment contra os ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes -- que se concretizou na última sexta-feira.

O recurso pedia para que o artigo 43 do regimento do Supremo fosse suspenso liminarmente até julgamento do tema pelo STF. A Advocacia-Geral da União argumentava que a maneira como o artigo tem sido usado pelos ministros fere " preceitos fundamentais" da Constituição e ameaça "os direitos fundamentais dos acusados nos procedimentos inquisitórios dele derivados".

"A controvérsia, portanto, já encontrou a devida conformação no âmbito da jurisdição constitucional concentrada no julgamento da ADPF n. 572, de minha relatoria, j. 18.06.2020, não se revelando mais nova ADPF como meio necessário e eficaz para sanar a lesividade alegada", disse o ministro na decisão, lembrando que o inquérito das fake news foi validado por decisão do plenário.

O mesmo argumento foi apontado por Fachin para arquivar os pedidos feitos pelos partidos políticos que questionavam a possibilidade de abertura de inquérito sem aval do MP.

À época, a AGU defendeu a validade destes inquéritos. Durante o julgamento sobre o inquérito das fake news, o então advogado-Geral da União, José Levi, afirmou que as apurações devem ter continuidade e que a portaria de instauração do inquérito é regular. Ao mesmo tempo, defendeu que a liberdade de expressão deveria ser assegurada e não criminalizada, em especial, na internet.

A abertura de inquéritos de ofício no STF possibilitou, além da abertura do inquérito das fake news, onde Bolsonaro passou a ser investigado, o início de outros inquéritos abertos recentemente pelo ministro Alexandre de Moraes que têm como alvo o presidente.

Bolsonaro foi incluído pelo ministro Alexandre de Moraes no inquérito das fake news após um pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por ataques às eleições por meio da propagação de informações falsas sobre fraude nas urnas eletrônicas e em pleitos passados.

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