Fachin arquiva pedido de liberdade de Lula que seria julgado na terça

"General Mourão, não julgue avós e mães pobres pelo seu conceito medíocre sobre a espécie humana", disse Lula em carta publicada na sede da Polícia Federal em Curitiba, onde está preso

O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou nesta sexta-feira (22) o pedido de liberdade apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que deveria ser julgado na próxima terça-feira.

Lula cumpre desde abril a condenação de 12 anos e um mês de prisão em Curitiba, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A defesa do ex-presidente havia apresentado ao STF um pedido para suspender a execução da sentença até que fossem esgotados todos os recursos judiciais possíveis.

A audiência sobre o caso estava prevista para a próxima terça-feira, mas o juiz Luiz Edson Fachin a retirou da pauta.

A decisão acontece depois que o Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), que em janeiro ratificou a condenação contra Lula, recusou enviar o recurso ao STF, alegando que a mais alta corte do país examina violações à Constituição e que, na sentença contra Lula, não houve elementos que justificassem o pedido.

Com essa decisão, o pedido feito pela defesa foi considerado "prejudicado", segundo Fachin.