Fachin diz que 'forças desarmadas' são responsáveis pelas eleições: 'Ninguém nem nada vai interferir'

BRASÍLIA — O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, afirmou nesta quinta-feira que a Justiça Eleitoral está "aberta a ouvir, mas jamais se curvará a quem quer que seja" e disse que "quem trata de eleições são forças desarmadas". A dura fala do ministro ocorre em um momento de tensão entre a Corte eleitoral e as Forças Armadas.

Após a declaração, Fachin foi cumprimentado pelos demais integrantes da Corte e disse, reservadamente, que subiu o tom, "um pouco", "mas que era o necessário". A fala do ministro foi presenciada pelo GLOBO.

— Quem trata de eleições são forças desarmadas, e, portanto, as eleições dizem respeito à população civil, que de maneira livre e consciente escolhe seus representes. Logo, diálogo sim, colaboração, sim, mas na Justiça Eleitoral quem dá a palavra final é a Justiça Eleitoral. E assim será durante a minha presidência. A Justiça Eleitoral está aberta a ouvir, mas jamais estará aberta a se dobrar a quem quer que seja [sic] tomar as rédeas do processo eleitoral —, afirmou o ministro, que falou ao lado dos outros seis ministros que integram o TSE.

Disse ainda o presidente do TSE sobre a realização das eleições:

— Ninguém nem nada interferirá na Justiça Eleitoral. Não admitiremos qualquer circunstância que obste a manifestação da vontade soberana do povo brasileiro —, pontuou.

Ao lado dos ministros que integram o TSE, Fachin visitou o local onde está sendo feito o último Teste Público de Segurança do Sistema Eletrônico de Votação, quando investigadores examinam e avaliam as soluções desenvolvidas pela equipe técnica da Corte para sanar as vulnerabilidades identificadas em novembro do ano passado.

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