Fachin pede que comunidade internacional esteja alerta contra acusações levianas nas eleições

Presidente do TSE, Edson Fachin

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, pediu nesta terça-feira a diplomatas estrangeiros que a "comunidade internacional esteja alerta contra acusações levianas" nas eleições, ao destacar o trabalho da corte para combater o "vírus da desinformação" que tem buscado desacreditar o atual sistema de votação por meio das urnas eletrônicas.

"Convido o corpo diplomático sediado em Brasília a buscar informações sérias e verdadeiras sobre a tecnologia eleitoral brasileira, não somente aqui no TSE, mas junto a especialistas nacionais e internacionais, de modo a contribuir para que a comunidade internacional esteja alerta contra acusações levianas", disse.

"A integridade e fidedignidade das eleições brasileiras tem de ser demonstrada não por frases desconexas ou declarações vazias, mas por relatórios fundamentados de especialistas na matéria", reforçou ele, na abertura da "Sessão informativa para Embaixadas: o sistema eleitoral brasileiro e as Eleições 2022".

Na fala, Fachin não fez qualquer menção direta ao presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição e responsável por frequentes ataques -- sem apresentar evidências -- de supostas fragilidades às urnas eletrônicas.

"Estou me referindo ao vírus da desinformação sobre o sistema eleitoral brasileiro, que, de maneira infundada e perversa, procura incessantemente denunciar riscos inexistentes e falhas imaginárias", disse.

O presidente do TSE destacou que vários organismos e centros internacionais confirmaram que vão participar como observadores das eleições do Brasil.

Na semana passada, a Reuters mostrou que será o maior contingente de pessoas a acompanhar o pleito na história do tribunal, mesmo a despeito de uma missão da União Europeia não vir ao país após o governo brasileiro ter demonstrado desagrado ao convite feito pelo TSE.

"Muitas dessas missões contarão com engenheiros e técnicos de informática, cujos trabalhos estarão voltados especificamente para o funcionamento da urna eletrônica, a exemplo do que fez a OEA em 2018 e em 2020, cujos relatórios atestam a integridade e segurança da urna eletrônica. Teremos, ademais, corpos técnicos especializados, observadores e peritos na área, de diversas parte do mundo, convidados pelo TSE, incluindo observadores nacionais e internacionais", disse.

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