Fachin reage a Bolsonaro e diz que eleição é assunto de civis e de forças desarmadas

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*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  23-02-2022, 12h00: O ministro Luiz Edson Fachin, novo presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), durante coletiva de imprensa após a sua posse no tribunal. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 23-02-2022, 12h00: O ministro Luiz Edson Fachin, novo presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), durante coletiva de imprensa após a sua posse no tribunal. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Edson Fachin, disse nesta quinta-feira (12) que quem trata das eleições são as "forças desarmadas".

A declaração foi feita em um momento em que o presidente Jair Bolsonaro (PL) amplia insinuações golpistas, ataques às urnas e dias após o TSE negar sugestões das Forças Armadas ao processo eleitoral.

"A Justiça Eleitoral está aberta a ouvir, mas jamais está aberta a se dobrar a quem quer que seja tomar as rédeas do processo eleitoral", disse ainda Fachin à imprensa durante evento no tribunal para testes do sistema eleitoral.

Fachin afirmou que o trabalho das Forças Armadas para logística e administração das eleições é "proveitoso", mas que o processo eleitoral é um tema civil.

"Além disso, a contribuição [das Forças Armadas] que se pode fazer é de acompanhamento do processo eleitoral. Quem trata de eleição são forças desarmadas", disse Fachin.

"E portanto as eleições dizem respeito à população civil que de maneira livre e consciente escolhe seus representantes", afirmou ainda.

O TSE criou uma comissão de transparência das eleições no fim de 2021, que reúne diversas instituições, como as Forças Armadas, além de especialistas, para discutir as regras eleitorais.

Desde então os militares têm feito diversas propostas de mudanças no processo eleitoral, sendo que algumas delas espelham ideias de Bolsonaro.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) já insinuou que ele mesmo foi chamado ao debate sobre as eleições com o convite feito pelo TSE aos militares.

"Eles [TSE] convidaram as Forças Armadas a participarem do processo eleitoral. Será que esqueceram que o chefe supremo das Forças Armadas se chama Bolsonaro?", disse o presidente no último dia 27, ao promover um evento oficial no Planalto com ataques ao STF.

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