Fachin revelou cansaço com derrotas da Lava-Jato e disse não ter mais clima para permanecer na turma

Aguirre Talento e André de Souza
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BRASÍLIA - Diante dos desgastes e sucessivas derrotas que vem enfrentando na Lava-Jato, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin considerou não ter mais clima para permanecer na Segunda Turma do STF, onde tem enfrentado oposição constante dos ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Por isso, o ministro buscou um caminho para sair do colegiado e pediu, nesta quinta-feira, para migrar para a Primeira Turma após a aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello. Há um entendimento nos bastidores que ele deve manter a relatoria da Lava-Jato mesmo saindo da turma.

Fachin confidenciou um sentimento de cansaço a interlocutores por causa desses embates. Tornou-se voz isolada e não é defendido dos ataques dos colegas anti-Lava-Jato, situação que tem incomodado o ministro. Fontes próximas ao ministro avaliaram que ele tem sinalizado uma vontade de fechar seu ciclo à frente dos casos da Operação Lava-Jato e se dedicar à organização da disputa eleitoral de 2022 como futuro presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas ele deve permanecer à frente do caso por ora.