Fadista Carlos do Carmo, "a voz de Lisboa", morre em Portugal

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Carlos do Carmo, em 2007 nas rodagens do longa-metragem Fados, do realizador espanhol Carlos Saura.

O português Carlos do Carmo, um dos mais famosos cantores de fado, considerado "a voz de Lisboa", morreu nesta sexta-feira(1) aos 81 anos e foi homenageado pela cena musical e pelas autoridades do seu país.

“Com extrema consternação e profunda dor, o governo tomou conhecimento da morte de Carlos do Carmo e decidiu decretar um dia de luto nacional que acontecerá na próxima segunda-feira”, disse o gabinete do primeiro-ministro Antonio Costa em nota.

“O seu conhecimento direto do fado popular, somado à sofisticação de um amante da música interessado em world music, assim como ao seu estilo límpido, permitiram-lhe obter o reconhecimento do público e da crítica desde o primeiro disco que gravou nos anos 1960", disse o presidente, Marcelo Rebelo de Sousa.

Premiado em 2014 com um Grammy Latino por sua carreira, Carlos do Carmo se apresentou em grandes palcos europeus como o Olympia em Paris, o Royal Albert Hall em Londres e a ópera de Frankfurt.

A Enciclopédia de Música em Portugal do Século XX descreve-o como "uma das grandes referências" do fado, destacando a importância de um novo estilo inaugurado com o seu álbum de 1977, "Un hombre en la ciudad" ("Um homem na cidade").

“Era a voz da cidade e ela não vai esquecer”, reagiu o prefeito de Lisboa, Fernando Medina, após o anúncio do falecimento do cantor, nascido em 21 de Dezembro de 1939 na capital portuguesa.

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