Fake news bolsonaristas sobre fechamento de igreja vira novo 'kit gay'

O boato mentiroso sobre um fechamento de igreja espalhado pela campanha de Bolsonaro preocupa estrategistas de Lula, que já estudam ir à Justiça para solucionar a questão. (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)
O boato mentiroso sobre um fechamento de igreja espalhado pela campanha de Bolsonaro preocupa estrategistas de Lula, que já estudam ir à Justiça para solucionar a questão. (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)

A equipe de campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se prepara para reagir às investidas do presidente Jair Bolsonaro (PL) na busca por afastar o eleitorado evangélico do adversário petista.

Desde a semana passada, a campanha bolsonarista passou a utilizar Michelle Bolsonaro, primeira-dama, na estratégia que visa principalmente mulheres evangélicas.

Agora, a preocupação dos petistas é que os adversários reforcem a ideia de que, se eleito, Lula “fecharia” templos da religião.

A proposta é vista pelos estrategistas de Lula como uma nova edição do “kit gay”, que atravessou a disputa eleitoral de 2018 em desfavor de Fernando Haddad (PT). As informações são do Portal UOL.

Nas redes sociais já circula o boato de que Lula teria um compromisso de fechar igrejas evangélicas se fosse eleito. Nesta segunda-feira, 15, o pastor Marco Feliciano (PL-SP) reforçou a desinformação em entrevista ao jornal O Globo.

Veja como foram as últimas pesquisas eleitorais de 2022:

Em outra entrevista, desta vez para a Rádio CBN, o deputado federal que é apoiador do presidente Jair Bolsonaro disse: "Conversamos sobre o risco de perseguição, que pode culminar no fechamento de igrejas. Tenho que alertar meu rebanho de que há um lobo nos rondando, que quer tragar nossas ovelhas através da enganação e da sutileza. A esmagadora maioria das igrejas está anunciando a seus fiéis: 'tomemos cuidado’”, afirmou.

Em resposta, o site “Verdade na rede”, criado pela campanha petista, passou a divulgar peças reforçando que Lula é católico e foi o responsável por sancionar a lei de liberdade religiosa em 2003.

A presidente nacional do PT, Gleisi Hofffmann, afirmou ao O Globo que estuda acionar a Justiça.

"Não pode é deixar que a campanha vá para fake news, para mentira. Eles não têm o que debater com o povo, o que eles fazem é eleitoreiro", afirmou a dirigente.