Falas de governador do Rio deixam o Vasco preocupado sobre licitação do Maracanã

O Vasco passa a segunda-feira tentando entender o peso da fala do governador do Rio, Cláudio Castro (PL), em vídeo divulgado no domingo, sobre o processo licitatório do Maracanã.

Em reação a uma nota publicada na coluna do jornalista Lauro Jardim, do Globo, que afirmou que o governador, ao ser questionado sobre a lisura do processo, não teria dado garantias a representantes vascaínos em reunião ocorrida no dia 12 de dezembro, Castro se referiu ao grupo americano que comprou 70% dos ativos da SAF cruz-maltina como a "tal da 777".

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Além disso, no vídeo gravado por ele para desmentir a informação da coluna, o governador fluminense afirma que sua convicção "é de que o Maracanã deve ser administrado por clubes de futebol e não por empresas. O melhor para o Maracanã é ter clubes de futebol à frente da sua gestão".

Até a suspensão do edital passado, três candidatos haviam manifestado publicamente interesse na gestão do Maracanã: a dupla Flamengo e Fluminense, a SAF do Vasco, em parceria com a WTorre e a empresa Legends, dos EUA, e mais o grupo do Distrito Federal que gere o Mané Garrincha.

Vascaínos citados saem em defesa do governador

Cláudio Castro citou nominalmente dois vascaínos presentes à reunião: Carlos Roberto Osório, vice-presidente do clube associativo, e Chiquinho da Mangueira (Solidariedade), deputado estadual e benemérito do cruz-maltino.

Os dois endossaram a versão de Cláudio Castro, de que a fala sobre a impossibilidade de dar garantias ao Vasco se referia não à lisura do processo, mas sim ao prazo para o novo edital ser lançado.

- Acho importante contextualizar a situação. O tema principal da reunião era a Concessão do Maracanã. O Governador falava sobre a dificuldade dos ritos do sistema público brasileiro e por isso afirmou não poder dar garantias de datas para a conclusão da licitação, que foi suspensa pelo TCE - afirmou Osório.

Chiquinho da Mangueira admite que a fala do governador tensionou a relação entre o governo estadual e o Vasco na questão referente ao Maracanã, mas espera que isso não afete o processo licitatório futuro.

- O que ele falou foi num momento de chateação, por conta de uma informação que não é verdadeira. Não acredito que ele levará isso para o coração. Ele foi muito cordial quando nos recebeu e garantiu duas coisas ao Vasco: que não faltaria lisura no processo e que faria o que fosse possível para o Vasco jogar no Maracanã, independentemente do resultado da licitação, por entender que é um direito do clube - afirmou Chiquinho.