Falei que tínhamos um encontro marcado com as prisões alongadas de Curitiba, diz Gilmar Mendes

PABLO RODRIGO
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 23.10.2019: Os ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia durante sessão no plenário do STF (Supremo Tribunal Federal), sob a presidência do ministro Dias Toffoli, para continuidade de julgamento dos recursos sobre a validade da prisão em segunda instância. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

CUIABÁ, MT (FOLHAPRESS) - O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou em Cuiabá nesta sexta-feira (8) que a discussão sobre a prisão em segunda instância foi influenciada pela própria Operação Lava Jato, que teria utilizado prisões alongadas contra investigados.

Gilmar disse que desde 2016, quando a Corte estabeleceu que o cumprimento de pena ocorreria após decisão em segunda instância, já se previa discutir novamente, o que ocorreu nesta quinta (7), quando por 6 a 5 se decidiu que o réu só pode cumprir a pena após o trânsito em julgado.

"Eu vinha apontando esses desvios já algum tempo. Falei várias vezes em 2016, 2017, nós temos um encontro marcado com as prisões alongadas em Curitiba".

O ministro ainda responsabilizou a imprensa pela polarização do país nos últimos anos.

"Isso foi obra da imprensa. A imprensa demonizou determinadas pessoas e beneficiou outros, estimulou esse tipo de prática".