Falso anúncio de vagas de emprego atrai dezenas de candidatos, no Rio; veja como evitar golpes

Pollyanna Brêtas
Fila de emprego

Um falso anúncio de emprego levou dezenas de desempregados a formar uma longa fila na porta de uma escola nesta terça-feira (dia 5), em meio à pandemia do novo coronavírus, no bairro de Curicica, na Zona Oeste do Rio. O comunicado que circulou por meio de mensagens de WhatsApp oferecia 700 vagas em hospitais de campanha da cidade para auxiliares de serviços gerais.

O suposto salário seria de R$ 1.153, além de adicional de insalubridade. A promessa era de que a carteira de trabalho seria assinada na hora. Na esperança de conseguir uma oportunidade de trabalho, os trabalhadores desempregados formaram filas em frente à escola municipal Madre Tereza de Calcutá, e encontraram os portões fechados.

Denúncia à polícia

A Prefeitura do Rio divulgou uma nota afirmando que considera "inacreditável e lamentável" a criação de falsas notícias em um momento tão difícil.

Informou ainda que a Secretaria municipal de Educação não ofereceu vagas de emprego, e que a 7ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) está registrando boletim de ocorrência solicitando investigação policial para averiguar as responsabilidades do episódio de falso anúncio.
 
A Secretaria municipal de Educação declarou que "em tempos de crise e pandemia, é estarrecedor que alguns usem de má fé para tentar enganar a população, principalmente a parcela mais vulnerável - aqueles que estão desempregados - com ofertas falsa de emprego".

A RioSaúde, gestora do Hospital de Campanha do Riocentro, também reforça que desconhece a origem dos anúncios citados e não tem qualquer responsabilidade sobre os mesmos.

De acordo com a prefeitura, os internautas devem redobrar a atenção porque na página em que os anúncios foram publicados, há vários outros citando o suposto hospital de campanha em bairros diversos, e não na Barra da Tijuca, onde fica a unidade da rede municipal.

Desconfiie

As mensagens compartilhadas por redes sociais e Whatsapp devem ser checadas em canais oficiais pelos candidatos para evitar deslocamentos desnecessários e golpes. O site Vagas.com divulgou orientações de Lia Fonseca, diretora da Next Recursos Humanos, e Thais Amorim, que trabalha buscando talentos para empresas, para que trabalhadores identifiquem os anúncios falsos e não caiam em golpes pela internet.

Atenção ao site

Um indício de que uma vaga pode ser falsa é levar para um site estranho, que pouco ou nada tem a ver com carreira e emprego. A orientação é checar se ele leva para um portal de vagas, ou para o próprio site da empresa.

Ligação

Outro sinal de que uma oportunidade não é verdadeira é o candidato receber uma ligação imediatamente após fazer a sua candidatura. Normalmente, o contato será para oferecer algum serviço pago.

Vaga muito genérica

Outro indício de que trata-se de um anúncio falso é aquele que vale para qualquer candidato. Normalmente, elas são montadas por empresa que querem formar um banco de dados e vender serviços a potenciais clientes.

 

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