Falso entregador suspeito de matar jovem é investigado por mais 3 crimes

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O homem preso como sendo o falso entregador que atirou em Renan Silva Loureiro, 20, no último dia 25 em São Paulo, é investigado pelo suposto envolvimento em uma tentativa de latrocínio e outros dois roubos.

De acordo com o Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), Acxel Gabriel de Holana Peres foi reconhecido pelas vítimas dos crimes, após a repercussão da morte do jovem, ferido com um tiro na cabeça, após reagir à abordagem criminosa. Ele se entregou à polícia no último dia 29.

A tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte) é investigada pelo 27º DP (Campo Belo) e ocorreu em março. Já os roubos de uma moto, em dezembro do ano passado, e de um relógio, em fevereiro deste ano, são investigados respectivamente pelo 102º DP (Socorro) e 34º DP (Vila Sônia).

A advogada de Peres, Maria Ligia Jannuzi, afirmou à reportagem que iria esperar a investigação da polícia sobre os casos antes de comentá-los. No entanto, culpou a divulgação da foto de seu cliente pela imprensa, quando ele estava foragido, pelo surgimento de novos relatos contra ele. "Agora vai aparecer vítima da cidade inteira para acusar ele de crimes. Vou aguardar a polícia", explicou.

A defensora disse que o suspeito está arrependido do crime que levou à morte do jovem de 20 anos. "Ele quer pagar pelo erro que cometeu", afirmou.

A polícia planeja que o falso entregador responda separadamente pelos crimes de roubo e homicídio, condição que permitiria a realização de um júri popular. Hoje, o crime é investigado como latrocínio.

Um vídeo divulgado pela polícia mostra Loureiro se ajoelhando e afirmando "por favor, eu não tenho nada", logo após ser abordado pelo criminoso, em uma motocicleta.

Logo depois, o rapaz vai atrás do criminoso ao vê-lo abordar a namorada dele, de 19 anos. O bandido atira quatro vezes. O último disparo atingiu Loureiro na cabeça, que morreu no local.

Sobre as novas suspeitas, a SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública) afirmou que diligências estão em andamento "visando ao esclarecimento dos fatos."

A onda de furtos e roubos de celulares por criminosos em motocicletas ou bicicletas, fingindo ser entregadores de serviços de aplicativos, levou o governo paulista a anunciar uma megaoperação, com o aumento do efetivo policial em até 4.740 PMs por dia.

Ao anunciar a medida, o governador Rodrigo Garcia (PSDB) citou a morte de Loureiro como exemplo do aumento da criminalidade após a flexibilização do isolamento social da pandemia.

"Com a vida voltando ao normal, infelizmente os crime contra o patrimônio cresceram. Quero deixar em nome da população de São Paulo um aviso muito claro a esses bandidos, que de maneira covarde estão escondidos atrás do capacete, com mochilas de falsos entregadores: que eles mudem de profissão ou de estado, porque a polícia vai atrás de cada um deles. Quem cometer crime aqui em São Paulo vai ser preso", disse.

O primeiro trimestre de 2022 registrou um aumento no número de furtos e roubos no estado na comparação com o mesmo período do ano passado. Com isso, o patamar dos dois crimes se aproxima do registrado antes do início da pandemia de Covid-19.

Segundo os dados oficiais mais recentes divulgados SSP, São Paulo registrou 132.782 furtos no primeiro trimestre do ano.

Isso representa uma alta de 28,5% em relação aos primeiros três meses de 2021 e de 7% na comparação com 2020 —ano em que a pandemia foi declarada, em seu terceiro mês. Na relação com o mesmo período em 2019, antes do início da crise sanitária, houve uma diminuição de 2,7%.

Na capital paulista, ainda segundo dados da SSP, o número de latrocínios se manteve estável no primeiro trimestre deste ano, com 17 casos, em relação ao período do ano passado, com 16.

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