Ceará: Juíza dispensa pagamento de fiança e solta PM que se passava por falso médico

Falso médico foi preso em flagrante, mas acabou solto sem pagamento de fiança - Foto: Reprodução
Falso médico foi preso em flagrante, mas acabou solto sem pagamento de fiança - Foto: Reprodução

O falso médico preso em flagrante no hospital municipal de Paraipaba, Região Metropolitana de Fortaleza, na noite do último sábado (17), soldado da Polícia Militar do Ceará (PMCE), foi solto após passar por audiência de custódia neste domingo (18).

O PM passou por audiência de custódia e teve suspenso os efeitos da prisão em flagrante e recebeu a liberdade provisória com dispensa do pagamento de fiança.

Khlisto Sanderson Ibiapino de Albuquerque, de 34 anos, recebeu ordem de prisão da prefeita de Paraipaba, Ariana Aquino, que acompanhada de guardas municipais foi ao hospital onde o PM atendia ilegalmente.

O PM não é formado em medicina e usava o registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) de outra pessoa, segundo testemunhas.

"Recebemos denúncias que o senhor está exercendo ilegalmente a medicina. Então eu estou dando aqui ordem de prisão para o senhor. A gente chamou a polícia, a gente recebeu uma denúncia que o senhor estava exercendo ilegalmente a medicina. O CRM não é do senhor, e a gente chamou a polícia, ela está aqui", disse a prefeita no momento da prisão.

Na ocasião, a polícia foi acionada, o agente foi preso e conduzido à Delegacia Metropolitana de Caucaia, unidade plantonista, onde foi autuado em flagrante por exercício ilegal da medicina e falsa identidade.

No entanto, neste domingo, em audiência de custódia realizada o Ministério Público foi a favor da liberdade provisória do PM. Na decisão, a juíza de plantão suspendeu os efeitos da prisão em flagrante e concedeu a liberdade provisória do PM, com dispensa do pagamento de fiança.

Para que não haja revogação do benefício, a magistrada decidiu que o PM deverá cumprir algumas condições, entre elas:

  • Comparecimento trimestral ao Juízo competente para informar e justificar atividades;

  • Comparecimento ao Juízo competente em todos os atos do processo ou sempre que for chamado, ou em caso de impossibilidade, a justificação prévia da ausência;

  • Obrigação de comunicar ao Juízo competente, previamente, as alterações de endereço.

Além da acusação do uso de identidade falsa, o militar também responde judicialmente por violência doméstica na Comarca de Fortaleza, em 2020, por suspeita de agredir uma mulher na cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

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