Falso médico cobra por exames e debocha de paciente

Falso médico tentou aplicar golpe em família (Foto: Getty Images)
Falso médico tentou aplicar golpe em família (Foto: Getty Images)

Parentes de uma paciente internada na UTI do Hospital Geral de Palmas (HGP), na capital do Tocantins, denunciaram um homem que se passava por médico para tentar extorquir dinheiro deles alegando a necessidade de fazer exames dentro do hospital público.

No entanto, ao perceber que a família estava desconfiada, o suposto médico debochou: "Pega esse dinheiro, já passa na funerária e compra o caixão".

Na ligação, o homem se apresentou como médico cardiologista e nefrologista. Ele também disse o nome completo da paciente e até o leito onde ela está internada, com o objetivo de ganhar a confiança da família.

O falso médico afirmou ainda, de acordo com o portal g1, que Amanda Pinheiro Lopes Silva, de 24 anos, paciente do hospital, precisaria fazer alguns exames, caso contrário, ela poderia ser removida do leito.

Segundo ele, pelo SUS (Sistema Único de Saúde), iria demorar muito. Por isso, exigiu uma quantia de R$ 2.350 a prazo ou R$ 1,9 mil à vista para garantir os procedimentos.

O pai de Amanda, Antônio do Nascimento Lopes da Silva, pediu para o suposto médico ligar 20 minutos depois. No segundo telefonema, seu Antônio e o marido da paciente, Ailton Pereira, resolveram gravar a conversa.

Ao final da conversa, seu Antônio falou que levaria o dinheiro, mas antes passaria na delegacia para registrar Boletim de Ocorrência, já que poderia ser um golpe.

"O senhor é miliciano? O senhor está me ameaçando? Pega esse dinheiro que o senhor está vindo para o HGP já passa na funerária e compra o caixão", debochou o suposto médico.

O caso foi registrado nesta quarta-feira (7) e as ligações foram gravadas. Horas depois, a família procurou uma delegacia em Miracema do Tocantins e registrou boletim de ocorrência.

Ao ser questionada sobre o suposto médico, a Secretaria Estadual da Saúde informou que o profissional por quem o criminoso se fez passar não trabalha no HGP, e também já registrou BO sobre o fato.

A pasta afirmou ainda que uma sindicância será aberta para apuração dos fatos e saber se há envolvimento de profissionais ligados à unidade hospitalar.