Falso médico descoberto por erros de grafia diz: “Brinquei com a saúde pública”

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Aleksandro chegou a ser detido pela polícia por atuar como falso médico - Foto: Reprodução/TV Globo
Aleksandro chegou a ser detido pela polícia por atuar como falso médico - Foto: Reprodução/TV Globo
  • Falso médico falou com a reportagem da TV Globo e admitiu o erro

  • O rapaz chegou a ser levado para a delegacia na última terça-feira

  • Ele vinha atuando como falso médico em uma UPA do Rio de Janeiro

O falso médico descoberto na última terça-feira pela polícia do Rio de Janeiro manifestou-se nesta quarta e reconheceu seu erro. Em entrevista à TV Globo, Aleksandro Gueivara disse que “brincou com a saúde pública”.

“Eu errei, estou errado. Era um sonho, um sonho muito perigoso. Eu brinquei com a saúde pública”, declarou o homem por meio de áudio enviado.

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Aleksandro recusou-se a gravar entrevista, mas também conversou com a reportagem da emissora por WhatsApp. “Já fui levado para a delegacia ontem, prefiro não falar. Não sou criminoso. Já disse que errei”, escreveu.

Nas redes sociais, Aleksandro aparece em fotos vestido de segurança, inclusive armado, e com uniforme do Corpo de Bombeiros. A corporação, no entanto, negou que o rapaz faça parte do corpo militar.

Erros de grafia causaram suspeita

Aleksandro segue em liberdade, após ser detido pela polícia do Rio na terça-feira. Mesmo sem diploma, ele atuava na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Engenho Novo, na Zona Norte da cidade, e foi descoberto, entre outros motivos, por erros ortográficos nas receitas que prescrevia.

Médico foi identificado por erros de grafia - Foto: Reprodução/TV Globo
Médico foi identificado por erros de grafia - Foto: Reprodução/TV Globo

De acordo com informações do G1, o homem chegou a escrever com a grafia errada a palavra “potássio” em uma receita: “potaciu”.

No último sábado, durante um plantão, colegas do falso médico na UPA também notaram comportamentos suspeitos no rapaz.

“Uma farmacêutica achou estranho porque ele não sabia usar o sistema, estava prescrevendo manualmente os medicamentos. E na escrita dele, tinha muito erro de português, erros bizarros e uma caligrafia péssima”, declarou uma funcionária, que preferiu não se identificar.

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