Falta de ajuda de emergência compromete retorno às aulas no Haiti

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(ARQUIVOS) Nesta foto de arquivo, um trabalhador caminha pelo Lycee Phillipe Guerrier danificado no terremoto em Les Cayes, Haiti, 24 de agosto de 2021 (AFP/Richard Pierrin)

A instabilidade política no Haiti causou "fadiga nos doadores internacionais" e, sem a ajuda de emergência, dezenas de milhares de crianças não poderão retornar em outubro às escolas, afetadas por um terremoto, alertaram autoridades internacionais neste fim de semana.

Durante uma visita ao país nesta sexta e sábado, Janez Lenarcic, comissário europeu de Gestão de Crises, reconheceu que os parceiros estrangeiros estão cansados de financiar a ajuda humanitária ao Haiti. “Há sinais do que pode ser chamado de fadiga dos doadores”, comentou o diplomata europeu em viagem à região devastada pelo terremoto de 14 de agosto, que deixou mais de 2.200 mortos.

Bruno Maes, diretor do Unicef no Haiti, alertou que “cerca de 200 mil crianças não poderão voltar à escola como planejado este ano se o apoio ao país não for intensificado nos próximos dias. São necessários 39 milhões de dólares, mas apenas 5 milhões foram doados”, lamentou.

Mergulhado em uma profunda crise política há anos, o Haiti também enfrenta incertezas como resultado do assassinato do contestado presidente Jovenel Moise, ocorrido em julho, em meio a suspeitas de que o primeiro-ministro esteja envolvido no crime.

A União Europeia liberou 3 milhões de euros em ajuda emergencial após o terremoto, mas exige garantias democráticas para retomar as doações. “Deve-se resolver essa crise política, fortalecer as instituições, aumentar o controle (dos fundos) e erradicar a corrupção, porque, sem isso, a ajuda ao desenvolvimento não pode cumprir seu objetivo”, explicou.

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