Falta de chips atrasa emissão de cartões de banco e atrapalha compras de Natal

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Os emissores de cartões de crédito têm alargado os prazos para entrega dos plásticos ao consumidor neste fim de ano sob o argumento de problemas na cadeia de fornecimento de matéria-prima, especialmente chips.

A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) confirma o problema e diz que diferentes empresas emissoras associadas à instituição têm acompanhado o assunto.

As duas maiores bandeiras de cartão do país, Mastercard e Visa, também já identificaram essa falta de material. A Mastercard afirma que é “um tema de indústria na cadeia de produção da matéria prima” tratado por quem emite os cartões, no caso os bancos, fintechs e outras instituições financeiras.

A Visa afirma em nota que “está ciente da escassez global de microchips que afeta vários setores” e monitora o problema.

“Como uma rede global de pagamentos, a Visa está trabalhando em estreita colaboração com nossos emissores, parceiros e principais grupos da indústria para analisar qualquer risco potencial para a produção de cartões habilitados para chip e ajudar a apoiar uma cadeia de fornecimento estável de microchips necessários para a fabricação de cartões de pagamento”, informou a empresa.

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— Fiz o pedido do cartão e me informaram que houve um problema na confecção. Levou mais de um mês para chegar em uma capital. Eu dependo do cartão de débito para muita coisa, fiquei sem fazer a utilização da conta — diz ele.

“Por causa da pandemia, o prazo de entrega é de 15 a 30 dias úteis e começa a contar do dia útil seguinte a partir do pedido”, disse o Banco do Brasil, em 16 de dezembro, ao responder outra reclamação de consumidor.

Outros bancos e fintechs, como o Digio, ligado ao Bradesco, e o Itaú também têm recebido reclamações de clientes, embora as duas instituições digam que os prazos não foram afetados até o momento, mesmo com a falta de matéria-prima no mercado.

O conferente de depósito Thainan dos Santos, de Luiz Eduardo Magalhães (BA), solicitou um cartão de crédito da fintech Digio, em novembro. O cartão, segundo ele, estava previsto para chegar no dia 14 de dezembro, mas não veio.

— Pedi há um mês o cartão para poder fazer compras maiores de Natal com mais de um cartão, mas a demora está me prejudicando. Reclamei, e a empresa não me deu um prazo novo. Se ficar muito tarde, vou ter de buscar outro banco — afirma Santos.

O Bradesco afirma em nota que o caso é uma situação pontual e que “a emissão dos cartões de débito e crédito transcorre sem problemas”.

Já o Itaú diz que “está acompanhando o assunto de perto e não vê riscos na entrega dos cartões do banco” porque fez uma gestão antecipada dos itens para evitar atrasos. O prazo atual para a chegada de um cartão novo do banco, hoje, é de 15 dias corridos.

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