Falta de vacinas: Imunizantes acabam e falta até para segunda dose da Coronavac no RN

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Secretaria garante que as secretarias municipais foram orientadas a guardar estoque para garantir que a segunda dose não faltasse - Foto: AP Photo/Eraldo Peres
Secretaria garante que as secretarias municipais foram orientadas a guardar estoque para garantir que a segunda dose não faltasse - Foto: AP Photo/Eraldo Peres
  • Natal, capital do RN, teve vacinação contra Covid-19 suspensa por falta de doses nessa segunda (12)

  • Até pessoas que receberam a primeira dose da CoronaVac não conseguiram receber a segunda dose

  • Secretaria diz que municípios foram orientados a guardar estoque para garantir aplicação da segunda dose

A Secretaria Estadual de Saúde (Sesap) ainda não sabe quando deverá receber novas remessas de vacina contra Covid-19 para repassar aos municípios potiguares. Nesta segunda-feira (12), a vacinação foi suspensa na capital Natal e pessoas que já haviam tomado a primeira dose ficaram sem a segunda da CoronaVac, por falta de imunizantes disponíveis.

De acordo com o portal G1, a Sesap garante que as secretarias municipais foram orientadas a guardar estoque para garantir que a segunda dose não faltasse.

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Kelly Maia, coordenadora de Vigilância em Saúde, diz esperar que novas vacinas chegaram ao Rio Grande do Norte no final de semana, mas ela conta que a Sesap só recebe a confirmação do Ministério da Saúde quanto ao envio (e também quanto ao número de doses do lote) um dia antes.

No auge da pandemia do novo coronavírus, o Brasil sofre com uma vacinação lenta motivada por falta de vacinas disponíveis. Nesta segunda, o Instituto Butantan liberou mais 1,5 milhão de doses da Coronavac ao Ministério da Saúde. 

"Por que o estado não segurou essas doses e só enviou em tempo oportuno? Por causa de uma reorientação do Ministério da Saúde que reafirmava que a o estado deveria distribuir todas as doses para os municípios, deixando apenas a reserva técnica, para eventuais perdas. Dessa forma fizemos, distribuímos, mas esclarecemos que boa parte daquelas doses que estavam sendo enviadas deveria ser aplicada como D2", declarou Kelly à Inter TV Cabugi, afiliada local da TV Globo. 

Apesar dos problemas, maioria dos municípios tem estoque

Brasil sofre com vacinação lenta por falta de imunizantes disponíveis - Foto: AP Photo/Eraldo Peres
Brasil sofre com vacinação lenta por falta de imunizantes disponíveis - Foto: AP Photo/Eraldo Peres

Ainda segundo a coordenadora, mesmo diante dos problemas relatados na capital e em algumas cidades potiguares, cerca de 90% dos municípios têm cumprido todas as orientações, com o objetivo de que não falte a segunda dose. "Nós temos clareza que a completude do esquema vacinal do esquema vacional é o que vai garantir a imunização", diz Kelly.

Ainda à emissora, a coordenadora diz que, "em tese", os municípios que apresentaram falta de imunizantes disponíveis para a segunda dose utilizaram os lotes "de uma forma que não deveria ter sido utilizada".

Segundo o G1, a Secretaria Estadual de Saúde informa que o Ministério da Saúde envia as doses já especificando quantas são para primeira e segunda dose, bem como os públicos-alvo aos quais elas se destinam. Já no estado, as doses são distribuídas aos municípios seguindo as estimativas populacionais realizada pelo IBGE.