“Faltou combustível” para a Previdência na terça

Plenário da Câmara dos Deputados ficou cheio no início da noite, mas o início da discussão sobre a Previdência só começou perto das 21h. Durante a tarde, clima era de compasso de espera. (Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados)

Prevista para começar a ser votada na Câmara dos Deputados na noite desta terça-feira (9), a reforma da Previdência teve “soluços” durante a tarde. Nos corredores do Plenário da Casa nessa terça, deputados de diferentes partidos citaram a lenta liberação de verbas de emendas parlamentares como razão do atraso. Um líder partidário afirmou ao Yahoo! Brasil que “faltou combustível”, referindo-se aos recursos.

A sessão para votação em 1º turno foi aberta no fim da manhã desta quarta-feira (10), pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Na sequência, os deputados vão se debruçar sobre os destaques com sugestões de mudanças na matéria.

Na terça, Maia passou a tarde recebendo deputados na Residência Oficial e ouvindo as demandas. Mesmo após retornar à Casa, por volta das 17h30, Maia se ausentou da Mesa por pelo menos dois períodos, ainda nas negociações para que a proposta começasse a ser analisada. Foi só às 20h48 que o deputado fluminense deu início à sessão dedicada a debater a Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

Maia disse que devem ser apresentados 11 destaques após a votação do texto principal: nove da oposição, um da maioria, atendendo às reivindicações da bancada feminina, e talvez um do PL, relacionado a professores.

BOLSONARO

O presidente Jair Bolsonaro afirmou confiar na aprovação da reforma da Previdência, motivado pela contagem do governo de 330 votos a favor da proposta considerada fundamental para impulsionar a economia.

Após participar de cerimônia religiosa na Câmara, no dia previsto para votar a reforma, Bolsonaro disse que espera o apoio dos parlamentares para a "votação e aperfeiçoamento" de projetos importantes para o país.

Perguntado sobre a expectativa para a votação da PEC da Previdência no plenário da Câmara, o presidente respondeu: "Vitória".

Acompanhando o presidente em culto evangélico na Câmara, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse esperar 330 votos a favor da reforma previdenciária na votação desta quarta-feira.

Por ser uma PEC, a reforma precisa de 308 votos entre os 513 deputados para ser aprovada na Câmara, em dois turnos de votação.

Com Reuters e Agência Brasil