Família de adolescente baleado enquanto ia comprar sorvete no Morro São João agradece PMs por socorro rápido

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Baleado de raspão na cabeça enquanto ia comprar sorvete no fim da tarde desta quinta-feira, no Morro São João, no Engenho Novo, Zona Norte do Rio, o adolescente Antônio Wesley de Souza, de 16 anos, encontra-se em condições estáveis de saúde no Hospital municipal Salgado Filho, no Méier, também na Zona Norte da cidade. Para a família do jovem, contudo, o desfecho do caso poderia ter sido mais grave se não fosse o socorro rápido prestado por dois PMs que atuam na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade.

— Já conversei com ele, que até pediu para agradecer aos policiais que o socorreram — disse Ivoneide de Souza, mãe do jovem.

Na 25ª DP (Engenho Novo), onde a ocorrência foi registrada, uma testemunha deu detalhes do tiroteio e também sobre o resgate ao menino. O homem, de 59 anos, contou na delegacia que "estava na rua conversando com um amigo", por volta das 17h40, quando policiais que faziam uma ronda na favela passaram pelo local. Os agentes, de acordo com o depoimento, avisaram a dois rapazes — Antônio e um colega — para que não seguissem caminho por um beco próximo.

Apesar do alerta, o estudante prosseguiu na mesma direção, enquanto o outro jovem entrou numa loja de material de construção. Em seguida, ainda segundo o relato da testemunha, vários disparos foram ouvidos, com origem "da parte de cima" da comunidade. Os dois policiais partiram rapidamente para o local dos tiros, onde um deles "viu que o rapaz que entrou estava baleado".

— Ele saiu para comprar um sorvete mas começou o tiroteio alguns minutos depois. Tentei até avisar, mas ele tinha deixado o celular em casa — lamentou Ivoneide, a mãe de Antôniio.

O homem ouvido na 25ª DP conta que um dos PMs se aproximou de imediato para tentar resgatar o jovem, enquanto o outro policial efetuou disparos em direção à parte alta da comunidade. A testemunha diz que, pouco depois, "vendo a situação", "ajudou o policial a socorrer o baleado e a conduzi-lo para o hospital". Segundo o homem, "os policiais quase foram alvejados" enquanto realizavam o socorro.

No mesmo depoimento, o homem afirmou que "conhece de vista" o estudante, porque as duas famílias são vizinhas. Aos policiais, ele disse saber que Antônio "não é envolvido com o tráfico" e que é "um garoto direito".

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