Família de Assange pede intervenção da Alemanha

O pai e o irmão de Julian Assange pediram nesta segunda-feira (20) ao governo alemão que intervenha diante do presidente americano Joe Biden para as acusações contra o fundador do WikiLeaks sejam retiradas.

"O governo alemão deveria expressar sua preocupação ao presidente Biden e pedir que as acusações sejam retiradas", disse Gabriel Shipton, irmão de Assange, em coletiva de imprensa em Berlim.

O governo britânico anunciou na sexta-feira que assinou a ordem de extradição aos Estados Unidos de Assange, que vai recorrer. O australiano de 50 anos pode enfrentar uma pena de 175 anos de prisão nos EUA por um vazamento massivo de documentos confidenciais.

Sua família e seus aliados o descrevem como um jornalista defensor da liberdade de imprensa e de expressão.

Seu pai e seu irmão pedem também que a Alemanha utilize sua influência na Otan e que defenda a causa na reunião do G7 que será celebrada na Baviera no final deste mês.

Assange está preso há três anos na penitenciária de segurança máxima de Belmarsh, perto de Londres.

Antes, o fundador do WikiLeaks passou sete anos na embaixada do Equador na capital britânica, onde se refugiou em 2012.

Na Suécia, enfrentou acusações de estupro que mais tarde foram arquivadas.

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