Família de ativista preso na Venezuela pede sua liberdade por problemas de saúde

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Anistia Internacional pediu que o ativista dos direitos humanos Javier Tarazona, detido na Venezuela desde 2 de julho, seja libertado (AFP/GEOFFROY VAN DER HASSELT) (GEOFFROY VAN DER HASSELT)

Parentes e advogados de Javier Tarazona, ativista detido na Venezuela após denunciar ligações do governo com grupos ilegais, pediram sua libertação nesta sexta-feira (14) devido ao quadro de saúde "complexo" que apresenta e que pode terminar em "morte súbita".

Tarazona, diretor da ONG Fundaredes, foi preso em 2 de julho e está sendo processado por "terrorismo e incitação ao ódio".

"Javier tem problemas de frequência cardíaca alta, arritmia cardíaca alta. Ele tem problemas de hemorroidas internas, problemas de insuficiência venosa grau II, entre outras patologias que colocam sua vida em risco e pode sofrer uma morte súbita", disse a esposa de Tarazona, Kenny Molina, em frente à Promotoria de Caracas, onde entregaram um documento solicitando sua soltura.

O ativista está detido em El Helicoide, sede do serviço de inteligência. Ele foi preso junto com outros dois membros da ONG que foram liberados posteriormente. A Anistia Internacional o considerou um "prisioneiro de consciência".

Sua prisão ocorreu após uma série de acusações que ligam o governo do presidente Nicolás Maduro a dissidentes das Farc e a combatentes do ELN, ambos da Colômbia.

A ONG e seus advogados - que insistem que o ativista foi detido "arbitrariamente" - também indicaram que Tarazona contraiu covid-19 em outubro.

"Sim, ele foi atendido lá -na cadeia-, mas foi um atendimento primário e ele exige sua liberdade para ser tratado" por especialistas, insistiu a esposa.

Em março de 2021, a Fundaredes informou, antes que as autoridades, sobre confrontos no estado fronteiriço de Apure (oeste) entre militares venezuelanos e grupos armados colombianos.

Segundo dados oficiais, 16 membros das Forças Armadas morreram nesses combates.

O procurador-geral, Tarek Saab, acusou Tarazona de espalhar "difamação" para criar "uma matriz de opinião internacional negativa", comprometendo a segurança e incentivando mais sanções contra o país.

Segundo o último relatório da ONG Foro Penal, existem 243 “presos políticos” na Venezuela.

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