Família faz vaquinha para levar para a Paraíba corpo de entregador morto a facadas por mulher no Rio

A família do operador de betoneira e entregador Edivaldo Irineu dos Santos, de 23 anos, está fazendo uma vaquinha custear as despesas do translado de seu corpo do Rio para Areia, na Paraíba, onde ele nasceu. O rapaz foi morto, nesse domingo, com pelo menos cinco facadas no peito pela namorada, a vendedora Wanderleia Dayanne Silva, de 29, na casa que os dois dividiam há cerca de seis meses, na Gardênia Azul, Zona Oeste da cidade. A jovem foi presa em flagrante pelo crime por policiais da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

De acordo com Edilson Irineu dos Santos, Edivaldo era o caçula de cinco irmãos e deixou com ele o Nordeste em busca de melhores oportunidades de trabalho, em 2015. Desde então, trabalhava como operador de betoneira durante o dia e entregador à noite. Desde o início do relacionamento com Wanderleia, ele teria se afastado de amigos e parentes:

— Sabemos que ela era muito ciumenta com ele, o que fez com que trocasse o número do telefone por diversas vezes e andasse mais distante de todos nós. Ele não saía, só ia de casa para o trabalho. No sábado, depois do serviço, ele foi buscá-la e não sabemos o que aconteceu. Os bombeiros contaram que meu irmão estava morto há mais de três horas quando ela chamou o socorro.

Após vizinhos acionarem a Polícia Militar, uma perícia foi realizada na residência pelo Grupo Especial de Local de Crime (GELC) da DHC. Segundo o inquérito, a partir do depoimento das testemunhas e do interrogatório de Wanderleia, bem como o exame do cadáver, foram constatadas incongruências na versão de legítima defesa apresentada por ela.

— Ainda não caiu a ficha da tragédia. Ele perdeu a vida e ainda deixou um filho de menos de 2 anos. Estamos sem chão — disse Edilson, irmão de Edivaldo.