Família de jornalista palestina morta em operação israelense pede investigação aos EUA

A família da jornalista palestina-americana Shireen Abu Akleh, morta em maio enquanto cobria uma operação militar israelense na Cisjordânia ocupada, pediu nesta terça-feira (26), durante uma visita a Washington, uma investigação independente.

Os familiares disseram em um comunicado que pediram aos Estados Unidos que iniciem sua própria "investigação completa, crível, independente e transparente" sobre as circunstâncias da morte.

"Por muito tempo, os Estados Unidos permitiram que Israel matasse impunemente, fornecendo armas, imunidade e proteção diplomática", afirmaram na nota o irmão de Shireen, Tony Abu Akleh, sua sobrinha e seu sobrinho.

"A impunidade leva à repetição. Estamos aqui para ajudar a acabar com esse ciclo", acrescentaram os parentes da repórter, que também devem se reunir com legisladores do Congresso dos EUA para tratar do caso.

A estrela da rede pan-árabe Al Jazeera estava equipada com um colete à prova de balas com a inscrição "imprensa" e um capacete de repórter quando foi morta por um tiro na cabeça em 11 de maio, em Jenin, no marco de uma operação militar israelense em territórios palestinos. Nenhum combatente palestino estava perto dela no momento, e soldados israelenses estavam posicionados a cerca de 200 metros de distância.

Tanto investigadores da ONU quanto diversos meios de comunicação e organizações alegam que o disparo fatal partiu da arma de um soldado israelense, cenário considerado "provável" pelos Estados Unidos, que avaliaram a bala, no entanto, descartaram a hipótese de um tiro deliberado.

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