Família de médico brasileiro detido no Egito pede desculpas por ofensa sexual a vendedora

·2 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Familiares do médico brasileiro Victor Sorrentino, detido no Egito acusado de ofensa sexual após divulgar um vídeo no qual ofende uma vendedora muçulmana, divulgaram um pedido de desculpas público.

A nota, escrita em inglês e árabe e publicada nesta quinta-feira (3) na rede social da irmã de Victor, Patrícia, é assinada por ela e por mais cinco pessoas, incluindo a mulher dele, Kamila Monteiro.

"Nós, família de Victor Sorrentino, e em nome de Victor oferecemos um pedido de desculpas oficial à vítima, a sua família e a todos os envolvidos", diz o texto.

Eles também se desculpam com o povo egípcio e as autoridades do país e prometem "consertar todos os danos morais e materiais".

Sorrentino, que possui quase 1 milhão de seguidores no Instagram, postou um vídeo em que conversa em português com uma vendedora de papiros. "Vocês gostam mesmo é do bem duro, né?", pergunta o médico. "Comprido também fica legal, né? O papiro comprido." Sem entender o idioma, ela responde que sim, sorri e é alvo de risadas do médico e de seus acompanhantes brasileiros.

Depois do ocorrido, o médico publicou um vídeo em que tenta justificar o episódio, dizendo ter se tratado de uma brincadeira. Ele tornou seu perfil privado após a repercussão do caso.

Em nota enviada por Patrícia ao jornal Folha de S.Paulo no último dia 1º, os escritórios André Maya Advocacia & Compliance e Rech, Moraes & Oliveira Advogados Associados dizem que a família "está consternada com o desencontro de informações, porém determinada a contribuir com as autoridades egípcias para esclarecer o ocorrido e resolver a situação com a maior brevidade possível".

O texto informa ainda que foi contratado um advogado egípcio para atuar na defesa de Sorrentino.

Sorrentino é defensor do chamado tratamento precoce para a Covid-19 e deu entrevistas defendendo a hidroxicloroquina, medicamento ineficaz para a doença. Os próprios fabricantes do remédio não recomendam o uso contra o coronavírus, e, em outubro do ano passado, a Organização Mundial da Saúde rejeitou de forma conclusiva e contraindicou "fortemente" a utilização da droga para pacientes com Covid.