Família de presidente do Sri Lanka domina política do país há decadas

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A família Rajapaksa dominou a política do Sri Lanka durante grande parte das últimas duas décadas e, nos últimos anos, cada vez mais administra o governo do país insular como se fosse um negócio de família.

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D.A. Rajapaksa, o patriarca do clã, foi parlamentar nas décadas de 1950 e 1960. Mas foi Mahinda Rajapaksa, seu filho, que fez a família ascender aos níveis mais altos do poder, primeiro tornando-se primeiro-ministro e depois presidente por dois mandatos, de 2005 a 2015.

Durante seu período no poder, Mahinda Rajapaksa encerrou a guerra civil de três décadas no país reprimindo a insurgência dos Tigres Tâmeis por meio do uso da força militar brutal, com uma campanha que motivou acusações de abusos generalizados dos direitos humanos. Seu irmão, Gotabaya Rajapaksa, atuou então como o seu poderoso secretário de Defesa.

Os Rajapaksas ficaram brevemente fora do governo após perder nas eleições de 2015, mas voltaram ao comando com Gotabaya Rajapaksa saindo como candidato presidencial em 2019

Ele obteve uma vitória retumbante, em uma campanha eleitoral que misturou apelos nacionalistas aos budistas cingaleses, o grupo étnico majoritário no Sri Lanka, e uma representação dele como o homem forte de que o país precisava após ataques terroristas mortais no domingo de Páscoa, a poucos meses das eleições.

Logo depois, Gotabaya trouxe seu irmão mais velho, o ex-presidente Mahinda Rajapaksa, de volta ao governo como primeiro-ministro, e entregou cargos-chave a vários outros membros da família. Em julho passado, quando a economia do país parecia caminhar rumo ao colapso, ele nomeou seu irmão Basil Rajapaksa para ser ministro das Finanças.

Diante da intensificação dos protestos, o presidente Gotabaya forçou os membros da família a renunciarem aos seus cargos em abril.

Autoridades próximas a ele disseram que ele passou a considerar terminar o seu mandato como uma questão de honra. Mas membros da oposição e críticos disseram que o presidente também está tentando ganhar tempo e garantir a proteção da dinastia Rajapaksa.

Neste sábado, ele comunicou, por meio do presidente do Legislativo, que renunciará à Presidência na quarta-feira.

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