Família que estava há um mês no Panamá é deportada a Cuba

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O cubano Sergio García, sua esposa, Ilyu González, e seus filhos comem em sala de espera de aeroporto no Panamá, em 1º de julho de 2021

O Panamá deportou uma família cubana de volta à ilha nesta terça-feira (13) após passar um mês dormindo em um aeroporto, apesar dos pedidos para que eles não fossem enviados ao lugar de onde emigraram há dois anos devido a problemas para professar sua religião.

"Já estão em Cuba e foram levados para Las Caletas, um centro de isolamento preventivo" da covid-19 em Havana para quem chega do exterior, informou Esther González, irmã de Ilyu González, uma das deportadas, à AFP.

Esther, que mora nos Estados Unidos, garantiu que Ilyu, seu cunhado Sergio García e seus dois sobrinhos menores foram retirados à força durante a manhã da área onde estavam hospedados no aeroporto de Tocumen, na Cidade do Panamá, para outro lugar onde foram mantidos incomunicáveis.

Enquanto as irmãs conversavam em uma videochamada, Esther registrou o momento em que os oficiais da imigração levaram os García González embora em meio a embate e gritos.

Eles foram colocados em um voo que partiu da Cidade do Panamá esta manhã com destino a Havana.

"Eles foram informados de que iriam retirá-los da sala. E eles se recusaram porque sabiam que iriam levá-los ao avião. Eles foram levados à força", explicou Esther.

O retorno da família a Cuba ocorre após manifestações históricas contra o governo da ilha.

Segundo fontes do Serviço Nacional de Migração do Panamá, a deportação responde ao fato de que o Escritório Nacional de Atenção aos Refugiados (Onpar) negou o pedido de asilo.

No entanto, o assunto foi levado à justiça por meio de habeas corpus, que deveria ser resolvido esta semana.

Os García Gonzálezes emigraram de Cuba há dois anos e moraram no Suriname.

Em 11 de junho, eles viajaram de lá para o resort de Cancún, no México, para passar férias, mas não tiveram permissão para entrar. Eles pediram permissão para retornar ao Suriname.

Mas com as restrições em decorrência da covid-19, os voos diretos do Panamá para o Suriname foram suspensos.

Eles tentaram retornar pela Guiana, mas também não foram autorizados.

Durante a espera, a Imigração do Panamá garantiu que a família havia falsificado os vistos Schengen da União Europeia.

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