Famílias das vítimas apelam no Congresso para o controlo das armas

Os sobreviventes e familiares das vítimas de massacres com armas de fogo nos Estados Unidos apelaram, em depoimentos no Congresso, para legislação que permita um maior controlo sobre as armas.

Miah Cerrillo, uma criança de 11 anos sobrevivente do tiroteio do mês passado numa escola primária no Texas, descreveu que o atacante disparou contra um amigo, que estava ao seu lado. Pensando que o atacante iria regressar à sala, "pegou num pouco de sangue e espalhou-o no seu corpo." Questionada sobre a razão, respondeu que o fez "para ficar quieta." Depois disso, acrescentou, pegou no telefone do professor e ligou para o número de emergência.

Kimberly Rubio, mãe de uma aluna que morreu no ataque à escola, apelou para medidas porque "não quer que a filha, Lexi, que era inteligente e compassiva, seja apenas um número." Acredita que, sem legislação adequada, muitas outras mães irão chorar pelos seus filhos.

O ativista e sobrevivente de um ataque armado em Washington há nove anos, Gregory Jackson Jr., também exigiu nova legislação.

O ativista explicou que as armas de fogo são "a causa de morte número um de homens negros e a causa de morte número dois de mulheres negras e de homens de origem hispânica. Para o Congresso o problema pode ser político, mas para as pessoas é uma questão de vida ou de morte."

A Câmara dos Representantes aprovou esta quarta-feira a proposta de aumento da idade mínima para a aquisição de armas semiautomáticas de 18 para 21 anos. Mas a proposta terá ainda de ser aprovada no Senado.

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