Famílias de vítimas de tiroteio em Parkland celebram acordo judicial após falhas do FBI

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Os advogados de Nikolas Cruz, autor do massacre em seu antigo instituto de Parkland (AFP/Amy Beth Bennett)

O sistema de justiça dos Estados Unidos chegou a um "acordo histórico" para indenizar as famílias das vítimas do tiroteio em Parkland, segundo seus advogados, depois que o FBI não investigou informações que poderiam ter evitado o massacre em na escola de ensino médio.

Detalhes do acordo estão sendo finalizados, mas o valor pode chegar a 130 milhões de dólares, segundo a imprensa americana.

No dia de São Valentim de 2018, Nikolas Cruz abriu fogo em sua antiga escola de ensino médio em Parkland, Flórida, com um fuzil semiautomático AR-15, matando 17 pessoas e ferindo outras 15, em um dos piores massacres em escolas dos Estados Unidos.

O FBI admitiu após o massacre que não investigou duas pistas que havia recebido sobre Cruz, o que deixou os familiares das vítimas confusos, que acabaram processando a polícia federal por negligência.

"Este é um acordo histórico e a culminação dos longos e difíceis esforços das famílias Parkland para alcançar a verdade e a responsabilidade", disse o escritório de advocacia Podhurst Orseck, que representa as famílias, em um comunicado nesta terça-feira (23).

"Embora nenhum resultado possa restaurar o que as famílias de Parkland perderam, este acordo é um passo importante em direção à justiça", disse a advogada principal da firma, Kristina Infante, no comunicado.

Cruz, de 19 anos na época do tiroteio, conseguiu comprar legalmente um fuzil de assalto, apesar de seu histórico psiquiátrico.

O dono de um canal no YouTube havia relatado cinco meses antes do massacre um comentário deixado embaixo de um de seus vídeos, no qual um usuário chamado "Nikola Cruz" dizia que se tornaria um "atirador escolar profissional".

Agentes do FBI entrevistaram o dono do canal, mas não estabeleceram nenhum vínculo com Cruz.

Então, em janeiro de 2018, seis semanas antes do tiroteio, uma mulher ligou para a linha direta do FBI e detalhou como Cruz estava mostrando as armas e munições que estava acumulando no Instagram. "Eu sei que vai explodir", avisou, dizendo que tinha medo que "entrará em uma escola e começar a atirar".

Cruz, agora com 23 anos, se declarou culpado no mês passado de 17 acusações de assassinato e disse que "sentia muito".

Agora ele deve comparecer a um júri para ser sentenciado. Os promotores disseram que vão pedir a pena de morte.

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