Família de brasileiro morto na Ucrânia espera Itamaraty para retirar corpo

Um soldado ucraniano passa por um veículo militar em reparo em uma oficina, enquanto o ataque da Rússia à Ucrânia continua, na região de Mykolaiv, Ucrânia 12 de junho de 2022. (Foto: REUTERS/Edgar Su)
Um soldado ucraniano passa por um veículo militar em reparo em uma oficina, enquanto o ataque da Rússia à Ucrânia continua, na região de Mykolaiv, Ucrânia 12 de junho de 2022. (Foto: REUTERS/Edgar Su)

A família do combatente brasileiro André Hack, 43, aliado das tropas ucranianas que morreu há uma semana em combate contra a Rússia, afirma que ainda não foi procurada pelo Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores) para realizar o transporte dos restos mortais dele para o Brasil.

O governo brasileiro demorou quatro dias para confirmar oficialmente o óbito do primeiro brasileiro morto em combate na guerra da Ucrânia, apesar dos relatos feitos pelos combatentes. Em nota, a pasta disse que daria suporte ao caso —situação que não se confirmou, segundo a família.

Neste sábado (11) foi celebrado uma missa de sétimo dia na Paróquia Nossa Senhora Medianeira, em Porto Alegre, onde André nasceu. De acordo com o UOL, o Itamaraty não respondeu aos seus questionamentos.

"[O Itamaraty] mantém contato com familiares para prestar-lhes toda a assistência cabível, em conformidade com os tratados internacionais vigentes e com a legislação local", dizia nota do Itamaraty.

A irmã de André, Letícia Hack, enviou um áudio para a reportagem do Uol que seria de um funcionário da Embaixada do Brasil na Ucrânia, com quem ela mantém contato. "O diálogo com vocês será feito lá por Brasília, na divisão de assistência consular [do Itamaraty]", disse a pessoa.

O soldado brasileiro morto na Ucrânia deixou cinco filhos. A família reside em Porto Alegre, mas os restos mortais devem ser levados para o Ceará, onde mora a companheira de André, mãe da filha caçula dele, de 3 anos.

Disparos

Após ser atingido por disparos, André foi resgatado por um colega que o retirou da zona de conflito. Porém, ele já estava sem vida e foi deixado em um necrotério na região, de acordo com o comandante da unidade.

André era ex-militar do Exército e já havia atuado em conflitos anteriores pela legião estrangeira francesa. Ele estava de passagem por Portugal quando a guerra contra a Ucrânia começou e resolveu se alistar voluntariamente junto às tropas ucranianas.

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