Família de mulher morta em ação policial no Alemão acusa PMs

Operação policial no Complexo do Alemão deixou quatro mortos nesta quinta-feira (21) (Foto: MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)
Operação policial no Complexo do Alemão deixou quatro mortos nesta quinta-feira (21) (Foto: MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)

A família de Letícia Salles, de 50 anos, morta durante uma operação no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, afirma que policiais militares foram os responsáveis por disparar contra o carro em que a mulher estava. As informações são do portal Uol.

Letícia estava em um carro, que teria sido alvejado por PMs. A mulher foi atingida no peito, chegou a ser levada a uma unidade de saúde, mas não resistiu.

Segundo o Uol, os relatos são de que não havia tiroteio na Estrada do Itararé, caminho para chegar ao Complexo do Alemão onde estava Letícia. Ainda assim, os policiais teriam atirado e, depois, não prestaram socorro.

Questionada sobre o caso, a corporação afirmou que “acompanha e colabora integralmente com todos os procedimentos”.

Além da mulher de 50 anos, outras três pessoas morreram na ação policial no Alemão. Uma das vítimas foi o policial militar Bruno de Paula Costa. Segundo a corporação, a base da Unidade de Polícia Pacificadora foi atacada e o agente não resistiu.

Operação no Complexo do Alemão

Uma operação conjunta das polícias Militar e Civil no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, deixou um PM, dois suspeitos e uma moradora mortos na manhã desta quinta-feira (21). A operação tem como objetivo combater o roubo de veículos, de carga e a bancos.

Um policial militar também ficou ferido com um disparo no pé. Segundo moradores, houve tiroteio intenso e rajadas de tiros. Passageiros de um ônibus precisaram se jogar no chão para fugir de balas perdidas.

A moradora morta era Letícia Marinho, de 50 anos. Ela estava dentro do carro quando foi atingida por policiais. Ela foi levada à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Alemão, mas chegou morta ao local.

Segundo seu namorado, o carro foi alvejado por policiais em um sinal. “Ao sair, tinha policial num sinal, paramos. Mesmo assim, o carro foi alvejado”, disse Denilson Glória. “Só vi ela caindo para o meu lado. Quando eu olhei, tinha um furo no peito."

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