Familiares e amigos pedem justiça pela morte de João Pedro durante protesto em São Gonçalo

RIO - Familiares e amigos do jovem João Pedro Mattos, de 14 anos, morto com um tiro de fuzil no peito durante uma operação das polícias Federal e Civil, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, realizam nesta sexta-feira, um protesto no bairro Itaúna. Com uma faixa onde se lê "Somos todos João Pedro", os participantes pedem justiça por parte das autoridades.

À frente do grupo, o pai de João Pedro, o comerciante Neilton Mattos, disse durante discurso querer chamar a atenção do estado para o crime cometido contra o filho, classificado por ele como "fatalidade". A previsão é que o protesto siga através de uma passeata por ruas do bairro.

Nesta quinta-feira foi divulgado pela polícia que a bala que matou João Pedro é do mesmo calibre de fuzil apreendido com policiais. Ele foi baleado dentro de casa durante uma operação policial na segunda-feira. Familiares da vítima acusam agentes pelo disparo. O imóvel onde o adolescente estava brincando com primos e amigos foi atingido por dezenas de tiros — há 72 marcas de bala em paredes e eletrodomésticos.

As causas da morte do adolescente estão sendo investigadas pela União desde a última terça-feira após o Ministério Público Federal encaminhar à superintendência da Polícia Federal no Rio solicitações de informações sobre o caso pelo fato de a operação, ocorrida na comunidade, ter sido de responsabilidade da Polícia Federal.

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