Familiares separados por meses recuperam 'conexão humana' em Nova York

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Reencontro da família Erebara no aeroporto JFK em Nova York, em 8 de novembro de 2021, após mais de um ano e meio separada devido à covid-19 (AFP/Ed JONES)

"Não acredito. Dois anos e meio!", grita Alison Henry, enquanto corre até seu filho mais velho no aeroporto de Nova York, a quem envolve em um longo abraço, com os olhos cheios de lágrimas. "Que emocionante!"

Desde que começou o confinamento em março de 2020 e foram limitadas drasticamente as viagens para os Estados Unidos de vários países, incluindo o Reino Unido, os dois se falaram todas as semanas.

"Mas é a conexão humana, aquela que você sente quando tem alguém na sua frente, o que mais sinto falta", disse Liam, com os olhos brilhando acima de uma grande barba que vazava por baixo de sua máscara. Liam mora no Brooklyn há anos.

Com a reabertura das fronteiras dos Estados Unidos para passageiros vacinados nesta segunda-feira, Liam planeja aproveitar ao máximo seu tempo junto com seus pais e sua avó Patricia, que aos quase 88 anos não hesitou em voar do Reino Unido.

“Todos os dias olhávamos as notícias e esperávamos a reabertura dos Estados Unidos”, lembrou Alison. Assim que saiu o anúncio oficial, eles reservaram as passagens.

- "Um importante passo" -

No terminal 7 do aeroporto JFK, de Nova York, os passageiros do primeiro voo da British Airways após a abertura das fronteiras foram recebidos com aplausos, balões brancos, vermelhos e azuis - as cores da empresa - e biscoitos em forma de táxi amarelo, grandes maçãs ou estátuas da liberdade, três dos maiores símbolos da metrópole.

Os primeiros a sair foram os passageiros da classe executiva. “É maravilhoso estar de volta”, “fantástico”, declaram alguns às câmaras de televisão que os aguardavam.

Em seguida, os passageiros saíram impacientes para encontrar seus parentes e amigos: uma avó que não conhecia seu neto; um homem que esperava com um buquê de rosas vermelhas por uma amiga que não via havia 11 anos; uma tia que se reuniu com suas duas sobrinhas.

Para a ocasião, a British Airways deu ao voo o prestigioso código "BA1", o mesmo atribuído ao mítico Concorde quando o avião supersônico fazia a rota entre Londres e Nova York.

A viagem foi "fantástica", afirmou o diretor-executivo da empresa, Sean Doyle, que estava viajando para Nova York pela primeira vez desde o início de 2020.

A British Airways nunca deixou de voar para os Estados Unidos, mas este foi o primeiro voo que permitiu que todos os passageiros vacinados chegassem ao solo americano. "Um importante passo simbólico", disse Doyle à AFP.

Os voos transatlânticos são essenciais para os lucros da empresa. “Achamos que a demanda voltará (ao nível pré-pandemia) em 2023 ou 2024”, explicou o diretor.

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