Famosa nas redes, Verena Smit inaugura seu maior projeto: instalação públicas no centro de São Paulo

De todos os bairros de São Paulo, o Centro é o mais presente na vida da artista Verena Smit. Foi lá que, há cinco anos, ela instalou o seu ateliê e passou a sair para fazer suas observações do cotidiano. Famosa nas redes sociais (@verenasmit) por seus trabalhos com as palavras riscadas, sentiu vontade de materializar algumas ideias. Assim nasceu o projeto “Poesia Concreto”, um percurso artístico público, com oito instalações espalhadas pelo Centro Histórico de São Paulo.

“Nesses meus 10 anos de carreira, estava com vontade de explorar novas áreas e sair um pouco do virtual. As pessoas conhecem meu trabalho por conta do Instagram, mas senti vontade de materializar”, conta Verena, que busca ter visibilidade também fora do nicho da arte. “Considero a rua um lugar muito importante de se estar. Basta instalar a obra que já tem público para vê-la. O retorno é muito rápido e é um prazer dialogar com pessoas que não têm o hábito de ir aos museus”, conta ela que, na moda, faz coleções tanto para a Gucci quanto para a Riachuelo.

A exposição é temporária, fica até dia 12 de março, e passa por pontos como Praça Dom José Gaspar, Galeria Prestes Maia, Biblioteca Mário de Andrade e as estações de metrô República, São Bento e Anhangabaú. São obras como “Ouvidoria”, um orelhão onde onde o público pode gravar mensagens, ou o néon com a frase “a felicidade é para todos” e ainda uma Brasília azul com alto-falante (uma referência aos populares carros de pamonha) que reproduz um texto de Verena. “Gosto de instalar a obra e ficar observando as reações, ver as pessoas dialogarem com o que criei. Esse é o maior projeto da minha carreira”, comenta Verena, que idealizou tudo ao lado do curador Fernando Mota e recebeu patrocínio da joalheria Vivara por meio da Lei Rouanet. “Considero que o trabalho da Verena já vem de um lugar público. Ela sempre dialoga com as ruas, mesmo que nas redes. São obras que habitam um espaço coletivo, ainda que fale de relacionamento e questões pessoais. As pessoas se identificam, é uma linguagem fácil”, diz o curador.