'Faraó dos Bitcoins' perde 20 quilos em um ano e meio de prisão no Rio

O ex-garçom e presidente da GAS Consultoria e Tecnologia, Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como "Faraó dos Bitcoins", perdeu cerca de 20 quilos durante o período de um ano e meio de prisão no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) em Bangu 1. O presídio de segurança máxima localizado na Zona Oeste do Rio. Anteriormente, o ex-pastor desfrutava de uma vida luxo como chefe de uma quadrilha organizada no mercado das criptomoedas.

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Na manhã desta quarta-feira ele foi transferido para o presídio federal em Catanduvas, no Paraná. O pedido foi feito pelo juiz Marcello Rubioli, da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, há cerca de um mês. Segundo as investigações Operação Novo Egito do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro (Gaeco/MPRJ), Glaidson destinava parte dos recursos obtidos com o golpe da pirâmide financeira, disfarçada de investimentos em bitcoins, para custear aluguel de carros, compra de armas, pagamento de seguranças e contratação de detetives e pistoleiros para garantir a soberania no mercado de pirâmides na Região dos Lagos.

Braço armado garantia monopólio

A quadrilha de Glaidson, apurou o Gaeco, mantinha um braço armado para garantir o monopólio da GAS no golpe dos bitcoins na Região dos Lagos. A investigação mostrou que uma parcela dos recursos amealhados pelo Faraó e seus comparsas era utilizado para o pagamento periódico de pistoleiros profissionais.

Segundo os agentes, o ex-PM Wagner Dantas Alegre, recebeu R$ 450 mil pelas mãos de um intermediário para eliminar um concorrente de Glaidson, mas não chegou a realizar a tarefa. Além dele, foram identificados outros 10 envolvidos. O grupo é acusado de homicídios, extorsões, corrupção e ameaças.