Farmacêutica pede à Anvisa realização de estudos de fase 3 da vacina Covaxin no Brasil

O Globo
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A Precisa Farmacêutica, representante do laboratório indiano Bharat Biotech, entrou com pedido na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para realização de estudos de fase 3 da vacina Covaxin no Brasil. A Anvisa deve decidir sobre a questão num prazo de três a cinco dias sobre o imunizante contra Covid-19.

"Com a entrada do pedido na Anvisa, a Agência vai analisar o protocolo de pesquisa e verificar se a proposta de pesquisa é adequada para gerar dados confiáveis sobre a segurança e eficácia da vacina", disse comunicado da agência.

Os ensaios de fase 3 são a etapa na qual o imunizante é testado em humanos. Antes do pedido formal, a Precisa se reuniu com a Anvisa na primeira semana de janeiro. No documento submetido, a farmacêutica informa o número de voluntários e os locais de teste, que não foram divulgados pela Anvisa.

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Na última terça-feira, a Anvisa retirou a obrigatoriedade de realização de estudos de fase 3 no país para obtenção de autorização emergencial de uso de vacinas. De acordo com a nota, no entanto, a Anvisa afirma que a Precisa " entende ser importante e solicita a autorização da Anvisa para realizar estudo clínicos de fase 3 no Brasil".

Nesta sexta-feira, o Ministério da Saúde divulgou nota informando que está "em últimas negociações" com o laboratório indiano Bharat Biotech para aquisição de 20 milhões de doses do imunizante contra a Covid-19.

“Vamos partir agora no Ministério da Saúde para a análise jurídica do contrato. Pretendemos fazer a compra e a mais rápida distribuição no Brasil dessas vacinas importadas da índia", disse o secretário executivo do ministério, Elcio Franco, acrescentando:

"Sublinhamos ao fabricante que obtenha da Anvisa o quanto antes a aprovação para uso emergencial e temporário no país para que realizemos o pagamento e iniciemos a aplicação da vacina.”