Farmácia Popular: Bolsonaro diz que Congresso irá rever corte de 60% no orçamento

Farmácia Popular: Bolsonaro diz que Congresso irá rever corte de 60% no orçamento
Farmácia Popular: Bolsonaro diz que Congresso irá rever corte de 60% no orçamento
  • Bolsonaro ainda disse que, caso não seja possível, “acertará a questão no ano que vem”;

  • O corte proposto pelo governo vai reduzir a verba em R$ 1,2 bilhão;

  • Ainda ontem, Paulo Guedes falou que o corte no programa poderia ser revisto.

Após reação negativa em relação ao corte de 60% dos investimento do programa Farmácia Popular presente na proposta orçamentária do governo para 2023, Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (15) que o Congresso irá reavaliar a situação e que, caso não seja possível, “acertará essa questão no ano que vem”.

.”Ninguém será prejudicado em nosso governo, temos recursos porque não roubamos. Tem dinheiro sobrando para atender a tudo isso. E (o Farmácia Popular) será refeito agora pelo parlamento brasileiro, e se não for possível, nós acertaremos essa questão o ano que vem. Ninguém precisa ficar preocupado” afirmou Bolsonaro à CNN durante motociata em Natal.

O corte proposto pelo governo vai reduzir a verba do Farmácia Popular em R$ 1,2 bilhão para o ano que vem, com orçamento sendo reduzido de R$ 2,04 bilhões para R$ 804 milhões. A perda de 60% dos investimentos iria afetar o acesso da população de baixa renda a 13 tipos diferentes de medicamentos usados no tratamento de diabetes, hipertensão e asma, além de restringir a distribuição de fralda geriátrica.

O anúncio da medida gerou desgaste imediato na imagem de Bolsonaro, e ainda ontem, o ministro da Economia, Paulo Guedes, ressaltou que os possíveis cortes no programa Farmácia Popular podem ser revistos.

“O presidente garante que a Farmácia Popular vai seguir. É só um desencaixe temporário", afirmou

Guedes alega que a discussão do Orçamento para 2023 ainda tem processo político em andamento. O ministro ainda afirma que Bolsonaro poderia fazer uma mensagem presidencial após as eleições para modificar a previsão de gastos.

"A política tem as RP9 [como são conhecidas as emendas do relator], ela [a política] está olhando para algumas prioridades. Como o Orçamento é limitado, ela comprime o Orçamento. Aí o presidente mesmo me liga e diz, ‘precisamos arrumar esse espaço’. Esse espaço vai ser aberto com uma mensagem presidencial para reelaborar o Orçamento no primeiro dia após as eleições. Esse encaixe será feito e é a garantia do presidente da República", declarou o ministro.