FATO ou FAKE: em 4 anos, mais de 3 mil checagens foram realizadas

Desde que foi lançado há quatro anos, o Fato ou Fake publicou mais de 3 mil checagens. Isso significa que, em média, duas checagens foram publicadas por dia pela equipe de verificação de fatos do Grupo Globo.

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Foram checados 1,6 mil boatos compartilhados nas redes sociais e 1,4 mil frases ditas por políticos - a maioria durante as eleições.

São áudios, vídeos, fotos e mensagens com teorias da conspiração e conteúdos mentirosos sobre os mais diversos temas possíveis - política, economia, ciência, saúde, entre outros.

Trabalho em equipe

O Fato ou Fake foi lançado em 30 de julho de 2018 com o objetivo de alertar os brasileiros e esclarecer o que é notícia (fato) e o que é falso (fake).

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O ano com mais checagens até o momento foi 2020 (1.012 publicações). Este ano foi marcado pelo início da pandemia da Covid-19 e uma avalanche de mensagens falsas sobre este assunto. Além disso, foram realizadas muitas verificações durante as eleições municipais.

Participam da apuração equipes de g1, O Globo, Extra, Época, Valor, CBN, GloboNews e TV Globo. Jornalistas fazem um monitoramento diário para identificar mensagens suspeitas muito compartilhadas nas redes sociais e por aplicativos como o WhatsApp.

Ao juntar forças entre as diversas redações, tem sido possível verificar com mais qualidade – e mais rápido.

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Os jornalistas do Fato ou Fake fazem rondas constantes nas redes sociais para verificar conteúdos que estão circulando bastante.

Um dos maiores exemplos do trabalho em equipe do Fato ou Fake acontece durante as eleições. É feita uma força-tarefa para acompanhar entrevistas, sabatinas, compromissos de campanha e postagens em redes sociais e para checar as declarações dos principais candidatos.

Além disso, assim como em 2020, o Fato ou Fake faz parte de uma coalização de agências de checagens de fatos criada em parceria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para combater a desinformação durante as eleições de 2022.

Por meio desta parceria, o Fato ou Fake, outras agências de checagem, o TSE e integrantes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) ficam em contato constante para identificar mensagens falsas sobre as eleições e publicar desmentidos sobre estes assuntos com agilidade.

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Jornalistas do Fato ou Fake fazem uma força-tarefa durante entrevistas e sabatinas eleitorais para checar declarações dos candidatos.

Mais de 700 checagens sobre pandemia

Desde que a pandemia da Covid-19 começou, o Brasil e o mundo passaram por uma onda de desinformação. Por isso, dos 1,6 mil boatos já desmentidos pelo Fato ou Fake, mais de 700 foram sobre a pandemia. São mensagens que falam de curas "milagrosas", questionam a eficácia das máscaras, propagam mentiras sobre as vacinas e distorcem dados sobre a Covid-19.

Para alertar sobre a gravidade destas mensagens falsas, em outubro de 2021, o Fato ou Fake publicou a série "Vítimas do negacionismo". A reportagem especial trouxe histórias de pessoas ou de parentes de pessoas que morreram por acreditar em fake news sobre a pandemia.

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Em uma série de vídeos publicada no primeiro semestre deste ano, por exemplo, a equipe do Fato ou Fake explicou por que as pessoas acreditam em mensagens falsas, o que os criadores de mentiras ganham com a disseminação de fake news e ainda deu dicas de como checar se uma mensagem é verdadeira ou não.

Metodologia

Os jornalistas do Fato ou Fake monitoram as redes sociais por meio de um amplo leque de ferramentas e trocam dados entre si sobre o resultado do monitoramento. Leitores também podem sugerir checagens.

Após a constatação de que uma mensagem tenha sido muito compartilhada nas redes sociais, os jornalistas investigam a fonte que deu origem a ela, se está fora de contexto ou é antiga e se as imagens apresentadas correspondem ao que é narrado.

Em seguida, são ouvidas as pessoas citadas. A apuração segue com a manifestação de fontes oficiais, testemunhas e especialistas que possam ajudar a esclarecer o que está escrito ou dito na mensagem.

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Jornalistas do Fato ou Fake checam a veracidade das mensagens e dos conteúdos que circulam nas redes sociais com fontes oficiais e especialistas.

O principal critério de checagem é a transparência de informações, baseada em três pilares:

Transparência de fontes: o objetivo é que o leitor veja com clareza o caminho de apuração percorrido pelo jornalista. Para isso, todas as fontes consultadas durante a checagem são identificadas no texto, sejam elas pessoas ou instituições.

Transparência de metodologia: o processo de seleção da mensagem a ser checada, a apuração e a classificação da checagem são claras, deixando em destaque o que levou a informação a ser checada, como ocorreu a apuração e o motivo da classificação como fato ou fake.

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Transparência de correções: caso haja alguma modificação na checagem que tenha comprometido a sua publicação original, essa alteração estará devidamente identificada na reportagem.

Os títulos das checagens publicadas são sempre claros, já deixando em destaque se a informação é verdadeira ou falsa. Os selos utilizados para classificar as mensagens também são destacados para evitar interpretações dúbias.

Os selos

Fato - quando o conteúdo checado é totalmente verídico e comprovado por meio de dados, datas, locais, pessoas envolvidas, fontes oficiais e especialistas.

Não é bem assim - quando é parcialmente verdadeiro, exagerado ou incompleto, exigindo um esclarecimento ou uma maior contextualização para ser totalmente compreendido.

Fake - quando não se baseia em fatos comprovados por meio de dados, datas, locais, pessoas envolvidas, fontes oficiais e especialistas.

Confira vídeo que dá dicas para identificar uma mensagem falsa:

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