Com dólar e preços altos, faturamento da mineração no Brasil quase dobrou no 1º semestre

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SÃO PAULO — O faturamento das mineradoras brasileiras subiu 98% no primeiro trimestre de 2021 em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (21) pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).

O resultado foi puxado pela alta do dólar e o aumento do preço internacional do minério de ferro, principal item de exportação do setor, de acordo com o Ibram.

A partir do desempenho do primeiro setor, o instituto estima que possa alcançar um faturamento de R$ 300 bilhões até o fim do ano.

A produção e faturamento das companhias passou de R$ 75,3 bilhões, no primeiro semestre de 2020, para R$ 149 bilhões.

No período, o dólar saltou de R$ 4,92 para R$ 5,38, enquanto o preço médio do minério de ferro foi de 91,04 dólares a tonelada para 183,43 dólares a tonelada.

Exportação em alta

No primeiro semestre o país exportou 167 milhões de toneladas de minério de ferro, crescimento de 15% em relação ao período de janeiro a junho de 2020.

A China é destino de 64,5% das exportações brasileiras, seguida de Malásia com 7%, Bahrein com 4%, Japão, Omã e Holanda com 3% cada.

— Há um ciclo positivo de valorização cambial e dos preços internacionais dos minérios, o que evidencia o potencial da mineração do Brasil em gerar contribuições econômicas aos municípios, estados e ao país como um todo, por meio de divisas, de recolhimento de tributos, de royalties, pela geração de empregos e pela movimentação de extensas cadeias produtivas — disse o diretor-presidente do Ibram Flávio Ottoni Penido.

De acordo com o Ibram, a exportação de ouro foi 6% maior que no primeiro semestre de 2020, atingindo 48,5 toneladas. Os principais destinos foram Suíça (com 33,9%) e Canadá (30,8%).

O Pará é o estado brasileiro com maior participação no faturamento do setor mineral, 44%. Minas Gerais teve seu percentual aumentado, a partir da entrada em operação de minas que estavam desativadas, segundo o Ibram. A participação passou de 37%, no primeiro semestre de 2020, para cerca de 41% agora. Bahia, Goiás e Mato Grosso completam a lista de principais produtores.

O setor calcula ter criado 9.226 vagas diretas no setor mineral de dezembro de 2020 a maio de 2021, a partir da análise de dados do Caged.

— Este ciclo positivo reafirma a importância da mineração, não só sob o ponto de vista econômico, mas também fica claro a sua relevância para o desenvolvimento social do nosso País. E precisamos avançar — , diz Wilson Brumer, presidente do Conselho Diretor do Ibram

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